David Vincent/AP
David Vincent/AP

Mosley anuncia acordo com a Fota para evitar cisão na F-1

Presidente da FIA se compromete a não concorrer a reeleição e campeonato paralelo não será mais criado

Agência Estado

24 de junho de 2009 | 08h56

PARIS - A disputa política que ameaçava o futuro da Fórmula 1 chegou ao fim nesta quarta-feira. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Associação de Escuderias da Fórmula 1 (Fota) chegaram a um acordo, e não haverá um campeonato paralelo em 2010, como as escuderias chegaram a anunciar na semana passada.

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"Não haverá separação, teremos um único campeonato em 2010. Chegamos a um acordo sobre a redução dos custos", disse Max Mosley após reunião do Conselho Mundial da FIA, em Paris. O dirigente não deu detalhes sobre quais foram as concessões das equipes e da federações no que diz respeito aos custos. Sobre o regulamento técnico, deve ser mantida a base deste ano.

Além das regras, as equipes ganharam outro motivo para comemorar. O inglês disse que não vai concorrer ao quinto mandato à frente da federação, em outubro. "Não vou disputar a reeleição. Agora estamos todos em paz", disse o advogado, que comanda a entidade desde 1993.

A disputa começou quando a FIA criou um teto orçamentário anual de 40 milhões de libras (cerca de R$ 130 milhões) para as equipes a partir de 2010. De acordo com o regulamento, as equipes que optassem pelo teto teriam privilégios, como a liberação de testes e dos giros do motor.

As escuderias que participam da temporada deste ano, em princípio, foram unânimes em discordar da medida. Elas alegavam que - pelo fato de o teto ser facultativo - o próximo Mundial poderia ser disputado com dois regulamentos. Depois de uma reunião em Mônaco, a Fota chegou a um acordo: caso a FIA não revisse a proposta do limite orçamentário, todas elas trabalhariam para a criação de uma nova categoria.

Dias depois, Williams e Force India  abandonaram o barco, e foram suspensas da associação. As oito equipes restantes - FerrariMcLaren, BMW Sauber, Renault, Toyota, Red Bull, Toro Rosso e Brawn GP - passaram a exigir com ainda mais veemência uma mudança de postura da FIA, o que não aconteceu.

Durante o fim de semana do GP da Turquia, no início deste mês, a ideia de um campeonato paralelo ganhou força. Mas o auge da crise aconteceu na semana passada. As duas entidades passaram a trocar cartas públicas, repletas de alfinetadas. Na quinta-feira, a Fota anunciou que não havia chegado a um acordo, e que iria criar uma nova categoria - até um calendário preliminar foi divulgado.

Com o acordo desta quarta-feira, a Fórmula 1 deve ter 13 equipes e 26 carros no grid na próxima temporada, algo que não acontece desde o GP de Mônaco de 1995. Além das dez equipes que disputam a temporada deste ano, o Mundial terá as novatas Campos, USF1 e Manor. Caso alguma delas desista, a FIA tem uma lista de espera com pelo menos mais cinco interessadas.

Atualizado às 9h41 para acréscimo de informações

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