Mosley diz que Nelsinho tem imunidade em investigação

O brasileiro Nelsinho Piquet deve escapar sem punição do escândalo envolvendo seu acidente no GP de Cingapura de 2008. Nesta sexta-feira, o presidente da FIA, Max Mosley, confirmou que prometeu imunidade ao piloto, caso ele colaborasse com as investigações sobre o comportamento da Renault naquela prova.

AE, Agencia Estado

11 de setembro de 2009 | 12h30

"Nós falamos para ele que, se dissesse a verdade, não iríamos perseguí-lo individualmente", disse Mosley. O dirigente comparou o caso do brasileiro ao de Fernando Alonso, que foi poupado no escândalo de espionagem da McLaren, em 2007, também por ter colaborado com a entidade.

Em depoimento à entidade máxima do automobilismo, Nelsinho disse que seu acidente foi proposital. A manobra, arquitetada por Pat Symonds e Flavio Briatore, tinha como objetivo ajudar o espanhol Fernando Alonso na prova. A tática deu certo, e o bicampeão conseguiu a vitória.

Mosley foi cuidadoso ao falar das consequências que o caso pode ter. Afinal, a Renault ainda não deu sua versão dos fatos e haverá uma audiência sobre o caso no dia 21 deste mês, na sede da FIA, em Paris. Mas o dirigente reconheceu que, se for verdadeira, a farsa da equipe é uma das piores coisas que podem acontecer no esporte.

"Se, e somente se, a Renault for culpada, é algo realmente muito sério. Mas estamos em uma situação na qual ouvimos apenas uma parte da história. Agora estamos esperando a versão da Renault. Só então poderemos chegar a uma conclusão", disse Mosley.

O dirigente usou uma comparação com o ciclismo para mostrar o quanto considera grave a manobra da Renault - caso a equipe seja realmente culpada. "Se você é ciclista e usa doping, trata-se de uma trapaça. Mas se você suborna outros ciclistas para eles baterem no pelotão e tirarem o líder da prova, aí é algo muito mais sério", disse.

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