Mosley diz que o escândalo sexual não ameaça cargo na FIA

Envolvido em escândalo sexual, inglês afirma que sua vida privada não deveria atrapalhar seu trabalho

EFE

20 de abril de 2008 | 10h15

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, defendeu neste domingo seu direito a ter uma vida privada "original" e afirmou que o recente escândalo sexual não tem que lhe custar o cargo.   Em entrevista publicada pelo jornal "The Sunday Times", Mosley explicou por que deveria ser permitido a ele completar seu mandato na FIA, diz que suas preferências sexuais são assunto privado e assegura que não jogará a toalha.   Várias associações de automobilismo, entre elas a neo-zelandesa e a canadense, se somaram aos pedidos de personalidades desse esporte para que Mosley renuncie após a emissão de um vídeo sobre uma orgia sexual de conotações nazistas na qual tomou parte.   Mosley insiste em que não houve conotações nazistas na citada orgia, que aconteceu em um apartamento londrino, e acusa o tablóide de invasão de sua privacidade e de ataque "deliberado e a sangue frio" contra sua pessoa.   O presidente da FIA processou o tablóide sensacionalista e reivindica uma grande soma por danos e prejuízos.   Em sua entrevista a "The Daily Telegraph", Mosley reconheceu sua preferência por práticas sexuais sadomasoquistas, mas afirma que a orgia era legal, não prejudicou ninguém e, sobretudo, tinha caráter privado. Segundo Mosley, que é casado e tem dois filhos adultos, a publicação da notícia foi "extremamente perturbadora" para toda sua família.   As revelações sobre a vida sexual de Mosley dividiram o mundo da Fórmula 1. O próprio Mosley diz estar recebendo uma grande quantidade de cartas de apoio, mas muitos dirigentes do mundo das corridas, entre eles o tricampeão de Fórmula 1 Jackie Stewart, reivindicaram sua renúncia.

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