Mosley quer teto salarial na Fórmula 1

"De que adiantam enormes esforços para reduzir os custos da Fórmula 1 e algumas equipes pagarem fortunas a seus pilotos?" A pergunta foi feita por Max Mosley, presidente da FIA, a um pequeno grupo de jornalistas durante almoço em Xangai, no ano passado. No pacote que ele apresentará às equipes nesta quinta-feira, se houver a reunião - com exceção da Ferrari, as outras nove solicitaram adiamento -, está a proposta de um teto salarial para pilotos, dentre outras medidas para entrar em vigor a partir de 2008, quando acaba o Acordo da Concórdia.Michael Schumacher ganha, na Ferrari, cerca de US$ 40 milhões por temporada. O valor pago ao piloto alemão corresponde quase que ao orçamento da Minardi para disputar o campeonato inteiro, estimado em US$ 50 milhões. O presidente da FIA quer aproveitar o início das discussões sobre o regulamento de 2008 para acabar com esses discrepâncias. Max Mosley deseja ainda estabelecer uma idade máxima para o segundo piloto do time, como forma de promover a entrada de jovens na Fórmula 1.O dirigente defende também o fornecedor único de pneus, fins de semana com apenas dois dias de programação, sábado e domingo, e não três, como hoje, além de restrições aerodinâmicas mais severas, sistema de freios padrão e a extinção do carro-reserva. "Acredito que em duas semanas teremos a definição da base do regulamento de 2008", disse Mosley.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.