Mosley recebe apoio do mundo árabe em escândalo sexual

Xeque Mohammed ben Sulayem, dos Emirados Árabes, diz não ter problemas pelo fato não ser ilegal na Inglaterra

Ansa

11 de abril de 2008 | 15h53

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o inglês Max Mosley, recebeu um inesperado apoio do dirigente da Federação Automobilística dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed ben Sulayem, em meio ao escândalo pela divulgação de um vídeo em que Mosley aparece em uma orgia sexual com tema nazista.Veja também: Max Mosley está com os dias contados na FIA"Esta história está sendo utilizada para fins equivocados. Mosley não violou a lei, já que sua conduta não é ilegal no seu país. Parece-me que o episódio está sendo aproveitado de modo inaceitável", declarou Sulayem. Em uma entrevista publicada pelo jornal britânico Daily Telegraph, o dirigente árabe advertiu que nas condenações a Mosley "estão se esquecendo de tudo o que ele já fez de bom pelo esporte automotivo" e que seu comportamento no vídeo divulgado pelo site do periódico inglês News of The World não é "prejudicial" à FIA.A posição da federação automobilística árabe é oposta a dos clubes do Canadá, Alemanha e Holanda, que pediram a condenação de Mosley na Assembléia Geral da FIA, marcada para o dia 3 de junho. Anteriormente, o governo do Bahrein havia pedido ao presidente da FIA que não comparecesse ao Grande Prêmio de Sakhir, disputado no último final de semana, por considerar sua presença prejudicial ao país e ao evento esportivo. 

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