Andy Rain/EFE
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Mosley usa Senna como exemplo de 'sobrevivência' da F-1

Dirigente diz que nem morte de Ayrton Senna fez a Fórmula 1 acabar, e que ameça da Ferrari não assusta

Redação,

16 de maio de 2009 | 12h02

SÃO PAULO - O imbróglio entre FIA e as principais escuderias da Fórmula 1 sobre o teto orçamentário para a temporada 2010 não parece incomodar o presidente da entidade máxima do automobilismo, Max Mosley.

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Após a reunião de sexta com as escuderias, Mosley deixou claro que a ameaça de escuderias como Ferrari e Renault de deixar a Fórmula 1, caso o teto orçamentário seja mantido, não irá acabar com a categoria. Para tanto, o dirigente usou o exemplo do brasileiro Ayrton Senna, que morreu em 1994 quando estava no auge de sua carreira e era o chamariz da categoria. "É estupidez acreditar que a F-1 vai acabar sem eles. Em 1994, o melhor piloto, Ayrton Senna, morreu e muitos diziam que a F-1 deixaria de gerar interesse."

Indignada com a postura da FIA, a Ferrari entrou com uma ação na Justiça francesa contra Mosley, alegando que o dirigente desrespeitou os trâmites normais para mudar as regras do jogo.

Mosley, no entanto, já avisou que vai recorrer se a FIA perder em primeira instância. Quarta-feira, em Paris, haverá a primeira audiência. Mas o tempo conspira contra todos. O prazo para inscrição no Mundial de 2010 termina dia 29. "O prazo é esse e não será estendido. Provavelmente teremos entre três e seis equipes que se inscreverão."

O LADO POSITIVO

Mas nem tudo foi perdido no encontro de sexta. A regra de dois regulamentos, um para quem aceitar o limite de orçamento e outro para quem não respeitá-lo, já foi retirada. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, presente na reunião, disse: "Penso que até mesmo o teto de investimento poderá ser aceito, falta agora definir seu valor." Mosley confirmou que a Fota ficou de lhe enviar sua proposta de corte de despesas nos próximos dias. (com Lívio Orricho, de O Estado de S. Paulo)

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