Jure Makovec/AFP
Jure Makovec/AFP

MotoGP vive sua nova fase de ouro e vê audiência crescer

Com pilotos talentosos, corridas bem disputadas e discussões acaloradas, interesse pela categoria é grande atualmente

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 05h00

As corridas de MotoGP são as maiores atrações atualmente no mundo da velocidade. Marc Marquez, Valentino Rossi, Jorge Lorenzo, Andrea Dovizioso, Dani Pedrosa, Cal Crutchlow e mais 18 pilotos brindam os fãs a cada prova com o talento que coloca essa geração na história. 

Além da habilidade dos pilotos, o equilíbrio na disputa dos primeiros lugares existe em todas as corridas, o que causa rivalidade entre os concorrentes e um ótimo desempenho das marcas – a italiana Ducati briga intensamente com as japonesas Honda, Yamaha e Suzuki. Essa combinação toda eleva a cada temporada a audiência nas transmissões pela TV e o público presente nos circuitos.

O canal SporTV, que detém os direitos de transmissão para o Brasil, festeja o aumento de 31% nos televisores ligados aos domingos para acompanhar as provas. A emissora até passa os treinos do grid no sábado.

Os fãs mais apaixonados pelas corridas de moto podem afirmar que a “boa fase” da modalidade vem desde sempre.

Nos anos 1960 e 70 o destaque foi Giacomo Agostini, para muitos o melhor de todos os tempos, dono de oito títulos. A lista de campeões possui gênios como Kenny Roberts, Freddie Spencer, Eddie Lawson, Wayne Rayney, Kevin Schwantz, Michael Doohan e Casey Stoner.

Atualmente, três gerações brigam pelos títulos. O italiano Valentino Rossi, sete vezes campeão, aos 39 anos, é o segundo colocado na temporada. O espanhol Jorge Lorenzo, de 31 anos, e o italiano Andrea Dovizioso, de 32 anos, ocupam o segundo e o terceiro lugares na disputa. Já o espanhol Marc Marquez, de apenas 25 anos, está com grandes chances alcançar seu quinto título na categoria principal.

A MotoGP 2 e a MotoGP 3 são duas categorias de acesso à MotoGP. O ítalo-brasileiro Franco Morbidelli, campeão da MotoGP 2 no ano passado, está na MotoGP na atual temporada.

O Brasil já teve um grande representante na MotoGP. Foi o paulista Alexandre Barros. Correu por duas décadas no Mundial de Motovelocidade e disputou 276 provas. Estreou aos 19 anos na equipe Cagiva, ao lado dos lendários Eddie Lawson e Randy Mamola. Em 2003, Barros foi contratado pela Honda para substituir Valentino Rossi. Ganhou sete provas, obteve 32 pódios e sua melhor colocação foi o quarto lugar nas temporadas de 1996, 2000, 2001 e 2002.

Um garoto de 14 anos tenta seguir os passos de Alexandre Barros. Trata-se de Diogo Moreira, que há um ano e meio mora na Espanha, contratado pela equipe Estrela Galicia. “A ideia é que em três anos ele atinja a MotoGP 3”, disse o pai, Luiz Nascimento. “O Diogo começou aos 4 anos no motocross, fez teste de pista, foi bem e acabou contratado”, contou.

Diogo foi formado pela equipe de Alexandre Barros. Ele está em segundo lugar na Moto 4, dez pontos atrás do líder. As motos alcançam 150 km por hora. Em 2019, Diogo pretende disputar a Talents Cup.

Três perguntas para Alexandre Barros, ex-piloto da MotoGP

1.Por que o Brasil não tem outro Alexandre Barros na MotoGP?

Falta apoio financeiro para que as competições possam acontecer e os pilotos possam usar o mesmo equipamento que vão encontrar na Europa no circuito mundial.

2. Qual é sua análise da MotoGP atual?

Ótima. Todas as provas são equilibradas e a geração atual de pilotos é boa.

3. O Marc Marquez vai ser melhor do que o Rossi?

Campeão é campeão. Não gosto de comparações. Valentino fez coisas espetaculares. Agora a vez é do Marquez, que poderá vir a ser mais vitorioso que o Valentino.

 

 

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