Mudança no GP atende a pedido da prefeita

A FIA divulgou nesta quinta-feira o calendário para a próxima temporada de Fómula 1, embora ainda pode e provavelmente deverá ser modificado. Surpreendentemente o GP do Brasil, que por muitos anos abriu o Mundial, agora será a prova de encerramento, a 17ª do campeonato, dia 24 de outubro. Para o promotor da corrida, Tamas Rohonyi, trata-se de uma notícia que atende a muitos dos interesses do evento. "Em primeiro lugar acata uma solicitação da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que pode trabalhar melhor o autódromo, e fugimos assim da concorrência do Carnaval, Páscoa, Dias das Mães, além da possibilidade de chuva ser menor." A prova de Melbourne, na Austrália, será a primeira, dia 7 de março, seguida pela da Malásia, 21, e da estreante Bahreim, 4 de abril. O próprio documento da FIA destaca que as etapas de Bahreim e da China, dia 26 de setembro, dependem ainda da aprovação do circuito. No caso de Bahreim, parece ser apenas formalidade já que as obras no imponente autódromo estão adiantadas. A disputa do GP da França, dia 11 de julho, décimo do ano, está condicionada à assinatura de contrato com os promotores. Eles pedem para pagar um valor menor a Bernie Ecclestone por causa da queda de público nas últimas temporadas.Outra dúvida é a Bélgica, mas também não deverá ser problema porque o país aprovou a mudança na legislação que proibia a publicidade tabagista. O que não está escrito porém é tida como certa é a troca da data do GP da Europa com alguma outra do continente. A corrida está marcada para 25 de abril, quarta do Mundial, sendo que os próprios alemães dizem que nessa época pode ainda nevar na região. Comenta-se já que haverá uma troca com o GP de San Marino, sétimo, dia 6 de junho. Em relação ao calendário deste ano aconteceram três mudanças importantes: saíram os GPs do Canadá e da Áustria e entraram Bahreim, Bélgica e China. Portanto, serão 17 etapas enquanto este ano foram 16.Para o promotor do GP do Brasil, o único fator que pode tirar um pouco da força da prova ser a última do campeonato é se ele já estiver definido antes. "Mas os fatores para o sucesso do evento são muito maiores", ressaltou. Rubens Barrichello gostou da alteração: "Vou ficar muito mais tempo em casa." Dentre os jornalistas, a preocupação com o fato de as três primeiras e as três últimas corridas serem fora da Europa, sede da maioria da mídia, pode ocasionar de vários veículos não as cobrirem em loco. "Principalmente no fim do ano, se já for conhecido o campeão do mundo", diz Marco Evangelista, do Corriere dello Sport, de Roma.Já para Ecclestone e as próprias equipes, essas provas fora da Europa são "ótimas", como observou Ron Dennis, da McLaren. "Elas são transmitidas para a Europa em horário nobre da TV e a audiência é muito maior que à tarde. Penso que deveríamos dar maior atenção a isso." A Fórmula 1, no fundo, é muito mais voltada para os milhões e milhões de telespectadores em todo o mundo que para os cerca de 100 mil torcedores que vão ao autódromo, daí essas novas corridas atenderem mais a seus interesses.

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