Divulgação/Williams
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Mulher no pódio, tragédia e dinastia: Relembre os dez principais momentos da Williams na F-1

Neste fim de semana a tradicional escuderia britânica terá pela última vez a presença de integrantes da família fundadora

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 16h00

O GP da Itália de Fórmula 1 marca neste domingo a despedida de um dos sobrenomes mais marcantes e históricos da categoria. Vendida para um fundo de investimentos, a Williams terá no fim de semana a última prova com a presença de membros da família nos boxes e no paddock. Por isso, Frank Williams e a filha e atual chefe da escuderia, Claire Williams, vão ficar agora só no passado da categoria.

Para marcar esse rito de despedida, o Estadão separou dez momentos marcantes da escuderia na Fórmula 1. A tradicional família Williams conquistou de 1977 até hoje 110 vitórias, sete títulos mundiais de pilotos e nove campeonatos de construtores e foi a casa de brasileiros como Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa.

O começo

A Williams iniciou a trajetória na Fórmula 1 em 1978, em uma espécie de recomeço para o dono Frank Williams. Após fracassar com outras tentativas, o carro iniciou a temporada no GP da Argentina daquele ano pilotado pelo australiano Alan Jones. O melhor resultado seria um promissor segundo lugar no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen.

As primeiras vitórias

Já na segunda temporada na Fórmula 1 a Williams começou a se acostumar com os triunfos. A parceria entre o dono Frank e o jovem engenheiro Patrick Head rendeu cinco vitórias em 1979. Equipada com o motor Ford-Cosworth, a Williams surpreendeu e terminou naquele ano como vice-campeã do mundial de construtores, atrás somente da Ferrari.

A coroação

O primeiro título de pilotos e de construtores viria em 1980, com o australiano Alan Jones, vencedor de cinco provas naquele ano. Nos anos seguintes, novamente a Williams se mostrou muito organizada e competente.   A escuderia inglesa conquistou o campeonato de construtores em 1981 e o de pilotos novamente em 1982, desta vez com o finlandês Keke Rosberg. 

Primeira mulher no pódio

O ano de 1986 mudou a história da equipe. O fundador sofreu um grave acidente de carro na França e ficou tetraplégico. Ainda ausente das provas por causa do processo de recuperação, ele foi substituído no comando pela mulher, Virginia "Ginny" Williams, que teve a honra de subir ao pódio. No GP da Grã-Bretanha daquele ano, em Brands Hatch, ela representou a escuderia e se tornou a primeira mulher a participar da cerimônia do pódio na categoria.

O último título de Piquet

Contratado pela Williams em 1986, o brasileiro Nelson Piquet havia sido campeão com a Brabham em 1981 e 1983. No primeiro ano a conquista escapou por pouco, mas em 1987 foi a vez dele garantir o título em uma batalha interna contra o companheiro de equipe, o inglês Nigel Mansell.

O domínio tecnológico

No começo dos anos 1990 a Williams formou uma parceria com a Renault e dominou a Fórmula 1 com carros de tecnologia avançada e recursos que facilitavam bastante a vida do piloto, como freios ABS eletrônicamente ajustados, acelerador automatizado, câmbio semi-automático, suspensão ativa e controle de tração. Por isso, a escuderia ganhou facilmente os campeonatos de 1992.

A tragédia de Ímola

O momento mais triste da história da Williams foi vivido em 1º de maio de 1994. Após sonhar por anos com a oportunidade de guiar pela escuderia, o tricampeão Ayrton Senna morreu após bater no muro da curva Tamburello durante o GP de San Marino, em Ímola. Ainda abatido pela tragédia, Frank veio ao Brasil para o funeral e anos depois foi absolvido da acusação movida pela Justiça italiana de homicídio culposo.

Dinastia

A Williams viveu em 1996 uma temporada histórica. Pela primeira vez um filho de campeão mundial repetiu o feito do pai. A honra coube ao inglês Damon Hill, filho de Graham Hill. No ano seguinte foi a vez do canadense Jacques Villeneuve ser o campeão. O pai dele, Gilles, foi piloto da Fórmula 1 na decada de 1980, mas não chegou a ser campeão do mundo.

O declínio

A partir dos anos 2000 a Williams começou a sofrer com uma queda intensa de rendimento. Erros de gestão, problemas no fornecimento de motores e falhas no desenvolvimento dos carros fizeram a equipe a se tornar coadjuvante. Depois da última vitória na categoria, em 2012, com Pastor Maldonado, a escuderia conseguiu ficar em terceiro no mundial de construtores em 2014 e 2015. Na sequência, tudo piorou a ponto de nos três últimos anos a Williams ter sido a pior equipe do grid.

Despedidas de brasileiros

Os dois últimos brasileiros a vencer provas na Fórmula 1 deram adeus à categoria justamente pela Williams. Em 2011, Rubens Barrichello encerrou a carreira de 19 temporadas na categoria como o piloto com mais GPs disputados na história. Anos mais tarde, em 2017, foi a vez de Felipe Massa dar adeus à equipe.

 

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