Na chuva, Nelsinho supera Rosberg

Agora cabe ao australiano Sam Michael, chefe dos engenheiros de pista da Williams, a Patrick Head, diretor-técnico, e ao próprio Frank Williams decidirem quem será o seu segundo piloto de testes em 2004: Nelsinho Piquet ou Nico Rosberg. A avaliação inicial entre os dois terminou nesta quinta-feira no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha. No último dia de testes, sob chuva, Nelsinho estabeleceu de manhã, na melhor das suas 46 voltas, o tempo de 1min28s640. Rosberg andou com o mesmo modelo FW25 da Williams à tarde. Completou 30 voltas e na mais rápida registrou 1min30s262. Embora não seja parâmetro direto de referência, marca 1s622 pior que a de Nelsinho. O italiano Luca Badoer, da Ferrari, ficou em primeiro, 1min25s432 (124). A princípio, um piloto que consegue ser 1s622 mais veloz que outro, com o mesmo carro, sugere que a disputa já está encerrada e ele será o escolhido. Mas os critérios de análise para comparar um e outro se estendem para bem além das marcas de cada um. Entram em jogo as condições em que cada um obteve o tempo - pode ser, por exemplo, que havia mais água na pista à tarde -, a sensibilidade do piloto em repassar para o técnico de pista as reações do carro, suas sugestões do que fazer para melhor ajustá-lo àquele momento do circuito e, principalmente, sua regularidade, ou seja, sua capacidade de completar seguidas voltas sem cometer erros, num tempo competitivo e constante. Semana que vem os três principais responsáveis da Williams pela escolha discutirão a questão com esses e muitos outros dados disponíveis. "Gostei bastante da experiência de andar com um Fórmula 1 no molhado, mas é muito mais difícil (que um Fórmula 3), já que ele é bem mais rápido", disse Nelsinho. Já Rosberg comentou. "Estou contente porque consegui entender bem o carro, o seu funcionamento, e depois atingir um bom ritmo." Sam Michael elogiou os dois filhos de campeões mundiais pela Williams. "Ambos realizaram um bom trabalho, assim como demonstraram competência técnica." A ameaça das montadoras de criar um campeonato paralelo ao da F-1, a partir de 2008, pode ter chegado ao fim nesta quinta-feira. A empresa criada por elas, Grand Prix World Championship (GPWC), anunciou ter chegado a um acordo com a holding que detém os direitos da F-1, Slec, de propriedade de três bancos (75%) e de Bernie Ecclestone (25%). Não se sabe, ainda, o que ficou acertado, mas as montadoras reivindicavam uma participação societária na Slec.

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