Paul Childs/Reuters
Paul Childs/Reuters

Na F-1, diretor-técnico pede licença e aumenta crise na Williams

Paddy Lowe alega 'razões pessoais' e deixa equipe britânica por tempo indeterminado

Redação, Estadão Conteúdo

07 de março de 2019 | 15h38

A Williams viveu nesta quinta-feira mais um capítulo de sua crise. Após decepcionar na temporada passada da Fórmula 1 e quase dar vexame nos testes da pré-temporada, o time britânico perdeu temporariamente Paddy Lowe, seu diretor-técnico. Ele pediu licença sem prazo para voltar por "razões pessoais".

Era responsabilidade de Lowe o projeto do modelo FW42, que enfrentou problemas na pré-temporada. Em razão de dificuldades técnicas, a Williams não conseguiu finalizar o carro a tempo de chamado "shakedown", o momento em que o carro vai para a pista pela primeira vez. Além disso, o time perdeu os dois primeiros dias de testes em Barcelona.

A ausência nas duas atividades causou prejuízos ao time britânico, que desperdiçou oportunidades para testar componentes e fazer avaliações sobre a adaptação dos pilotos ao modelo. Neste ano, o time terá uma dupla nova no cockpit, formada pelo experiente polonês Robert Kubica e o inglês George Russell, um dos estreantes da temporada.

Paddy Lowe está em sua segunda passagem pela Williams, sendo a primeira ainda na década de 80. Ele comemorou títulos pela McLaren e pela Mercedes antes de retornar ao time britânico em março de 2017.

Afastado da equipe, Lowe deve acompanhar de longe o possível fraco início de temporada da Williams, a julgar pelo rendimento abaixo do esperado nas duas baterias da pré-temporada. Se isso se confirmar, a tradicional equipe da Fórmula 1 corre o risco de repetir neste ano a performance de 2018, quando foi a última colocada do Mundial de Construtores, com apenas sete pontos.

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