Na Renault, Nelsinho lamenta e Alonso espera melhora

Os resultados da Renault nos treinos classificatórios para o GP da Austrália, neste sábado, não agradaram nem um pouco o brasileiro Nelsinho Piquet. O piloto não conseguiu avançar além primeira parte do treino, e acabou herdando a 14.ª posição no grid de largada graças à desclassificação dos carros da Toyota e à punição a Lewis Hamilton. Para o piloto, as expectativas de sua escuderia não se confirmaram na pista de Melbourne.

AE, Agencia Estado

28 de março de 2009 | 13h33

"Antes de a gente chegar aqui, nos testes, a equipe achou que tinha um carro entre os melhores. Vimos que não é nada disso. Para sermos competitivos, tínhamos de colocar um difusor igual o da Brawn, mas todos vão fazer isso...", disse Piquet, se referindo à tecnologia que apenas mais duas equipes usam além da Brawn - Toyota e Williams. "Durante todo o fim de semana tivemos problemas de acerto no carro e isso é o melhor que pudemos fazer."

Piquet também explicou o motivo de ter ficado quatro posições atrás de seu companheiro de equipe Fernando Alonso. "Estou a meio segundo do Alonso, e parte disso sou eu, parte é o motor e o assoalho, pois ele tem algo que não tenho", afirmou. "A corrida será cheia de imprevistos, vou arriscar e tentar me manter na pista, porque vão acontecer coisas na frente. Só que os carros da Brawn vão embora (disparar), ninguém vai acompanhá-los."

Se o brasileiro não manteve o otimismo em relação ao acerto de seu carro, o mesmo não aconteceu com Alonso. Para o espanhol, que largará em décimo, a Renault ainda deve evoluir na temporada. "No ano passado eu estava em 12.º também (no grid de largada), só que em situação diferente. Esse carro tem potencial, ano passado não tinha. Só precisa ser desenvolvido, não é o fim do mundo", disse o piloto bicampeão da Fórmula 1.

Para Alonso, o fato pior a lamentar é que a Renault dificilmente brigará pelas primeiras posições na corrida deste domingo. "Estamos longe de pensar em vitória, mas se olhar o meu tempo de volta em comparação com os demais, são três décimos de diferença. É possível recuperar isso em tempo razoável. Vim aqui pensando em vitória, mas hoje (sábado) ficou claro que não."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.