Dennis Schneidler/USA Today
Dennis Schneidler/USA Today

'Não fizemos uma temporada para ganhar o campeonato', admite Di Grassi

Brasileira fica em terceiro entre os pilotos, atrás do campeão Jean-Eric Vergne e de Sebastien Buemi

Felipe Rosa Mendes / Enviado Especial / Nova York, Estadão Conteúdo

14 de julho de 2019 | 22h24

O brasileiro Lucas di Grassi evitou lamentar a terceira colocação geral na temporada 2018/2019 da Fórmula E. O piloto da Audi entrou na última etapa do campeonato, uma rodada dupla em Nova York, com chances de título, mas acabou somente no terceiro posto, atrás do bicampeão Jean-Eric Vergne e do suíço Sebastien Buemi.

Ao fim da segunda corrida na cidade norte-americana, Di Grassi afirmou que não foi bem o suficiente ao longo da temporada para conquistar o título. "Sinceramente, não fizemos uma temporada para ganhar o campeonato. Tivemos muitos altos e baixos. Algum piloto me tirou da corrida em três etapas. Não fomos consistentes o ano inteiro. Apesar disso, foi um pequeno milagre conseguir terminar na terceira colocação e em segundo no campeonato por equipes. Não foi tão mal assim", comentou.

Apesar disso, ele se disse satisfeito com sua performance ao longo da quinta temporada da Fórmula E. "Estou satisfeito com o meu trabalho. Uma temporada muito boa como piloto. Ainda precisamos melhorar muito o carro se quisermos ganhar novamente o título", ponderou.

Di Grassi reiterou a dificuldade de reverter a vantagem de Vergne. O francês chegou para a etapa norte-americana com 32 pontos de vantagem no campeonato. "A tarefa era muito difícil, quase impossível."

O brasileiro poderia ter chegado em sétimo neste domingo, após ser quinto na corrida de sábado. Mas foi atingido pelo neozelandês Mitch Evans, da Jaguar, na última volta. Di Grassi acabou em 18º, a penúltima posição.

"Ele teve um problema na bateria. Acho que estava muito quente. E perdeu potência. Mas eu também não podia tirar o pé porque o (britânico Oliver) Rowland estava logo atrás. Eu tentei passar o Evans pela direita porque ele tava perdendo potência. E ele começou a me espremer no muro até que fui jogado contra a parede. Ele pediu desculpas, disse que se desesperou. Foi punido depois. Mas isso não muda nem o resultado da corrida e nem o campeonato de pilotos e de equipes. Paciência."

Já pensando na próxima temporada, o piloto brasileiro cobrou evolução da sua equipe. "O próximo ano vai ser ainda mais competitivo porque vai entrar a Mercedes e a Porsche no campeonato. O número de pilotos vai aumentar de 22 para 24. Os carros vão ficar cada vez mais próximos e competitivos. No ano que vem, a consistência vai ser muito importante", projetou.

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