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Nasr chega em terceiro e encosta no líder da GP2

Brasileiro tem 123 pontos contra 135 do líder, o monegasco Stefano Coletti

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2013 | 13h35

BUDAPESTE - Aconteceu o que precisava, ainda que não na proporção desejada por Felipe Nasr, da equipe Carlin, neste sábado, no circuito Hungaroring. O talentoso brasiliense de 20 anos terminou a primeira corrida da GP2, na Hungria, na terceira colocação enquanto o ainda líder do campeonato, o monegasco Stefano Coletti, da Rapax, recebeu a bandeirada apenas em 16.º, e não marcou pontos.

Dessa forma, Coletti manteve os 135 pontos enquanto Nasr chegou a 123. Apenas 12 pontos os separam. E amanhã, na segunda prova da sétima etapa da temporada, também no circuito Hungaroring, Nasr larga em sexto, pelo critério de grid invertido entre os oito primeiros, e Coletti na mesma colocação que terminou a corrida de hoje, 16.º. Em outras palavras, existe a possibilidade de Nasr assumir amanhã a liderança da GP2, a ante-sala da Fórmula 1.

O vencedor da primeira prova, neste sábado, foi o companheiro de Nasr, o inglês Jonathan Palmer, mas há uma razão fundamental para explicar o resultado: a sua escolha de pneus. Na GP2, os pilotos dispõem de dois jogos de pneus duros e um macio para as duas corridas, a de sábado, em 36 voltas no caso da Hungria, e a do domingo em 28 voltas.

Palmer optou por competir neste sábado com os dois jogos de pneus duros, o que lhe deu maior autonomia e foi decisivo para a vitória. Os demais utilizaram um jogo dos duros e um dos moles, para ter um jogo de duro novo na prova de amanhã, quando os pilotos não fazem pit stop. Quem o faz perde qualquer chance de melhor resultado. E Palmer necessariamente terá de fazê-lo, pois tem pneus duros já usados e um dos mole, sem autonomia para as 28 voltas.

“A vitória não seria possível por causa de meu companheiro ter usado os dois jogos de duros, ele venceria. Mas o segundo lugar era possível não fosse o Ericsson ter me colocado para fora da pista”, disse Nasr. O sueco Marcus Ericsson, da DAMS, não deixou espaço quando Nasr colocou o carro ao seu lado para ultrapassá-lo.

“A regra é clara, ele tinha de deixar o espaço e não o fez, fui obrigado a sair da pista para não bater. Eu tenho a perder, estou na luta pelo título, enquanto ele não.” Ericsson foi chamado pelos comissários desportivos para explicar a manobra. Em Silverstone já havia feito o mesmo com Nasr. Sem conseguir ultrapassá-lo, Nasr cruzou e a linha de chegada 387 milésimos de segundo atrás de Ericsson.

O terceiro colocado no campeonato é o suíço Fabio Leimer, da Racing, com 100 pontos, quarto colocado na prova deste sábado.

O que Nasr precisa para assumir amanhã a liderança da GP2? A pontuação na segunda corrida é diferente da primeira, que segue o padrão da Fórmula 1, 25 para o vencedor, 18 ao segundo e 15 ao terceiro, por exemplo. No domingo, o primeiro colocado recebe 15 pontos, o segundo, 12, e o terceiro, 10, por exemplo. O piloto que realiza a melhor volta ganha dois pontos também. Assim, se Nasr não estabelecer a melhor volta, só se torna líder se vencer e Coletti não marcar pontos.

A segunda colocação lhe daria 12 pontos e chegaria a 135, mesma pontuação do monegasco. Mas Nasr ainda não venceu enquanto Coletti ganhou três vezes, sempre no domingo, e o número de vitórias é o primeiro critério de desempate. Depois do GP da Hungria a GP2 irá ainda a Spa-Francorchamps, na Bélgica, Monza, na Itália, Cingapura e Abu Dabi, sempre com a Fórmula 1.

A largada da segunda corrida, amanhã, será às 5h35, horário de Brasília.

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