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Nasr termina em segundo e tem chances ainda de ser campeão na GP2

Brasiliense liderou até três voltas do fim, mas sem pneus foi ultrapassado por Palmer, o vencedor

LIVIO ORICCHIO, Enviado Especial

21 de setembro de 2013 | 09h26

CINGAPURA - Ainda não foi desta vez que Felipe Nasr pôde celebrar sua primeira vitória na GP2. Neste sábado, no circuito Marina Bay, em Cingapura, largou muito bem, na primeira fila, ao lado do pole position, o companheiro de Carlin, o inglês Jolyon Palmer, e liderou até a três voltas da bandeirada, quando, com os pneus dianteiros profundamente desgastados, foi ultrapassado por Palmer, o vencedor.

 

O segundo lugar, no entanto, não foi um resultado ruim para o brasiliense de 21 anos. O suíço Fabio Leimer, da Racing, primeiro colocado no campeonato, acabou em quinto. E o segundo na classificação, o inglês Sam Bird, do Russian Time, em oitavo. Para ajudar, o terceiro até então na temporada, o monegasco Stefano Coletti, da Rapax, pela oitava vez seguida não marcou pontos ao terminar em 12.º.

 

Com o resultado deste sábado, Nasr avançou de quarto para terceiro no campeonato, agora com 148 pontos, mas a apenas 21 pontos do ainda líder, Leimer. Bird manteve a segunda colocação, com 157. Amanhã será disputada a segunda corrida da etapa de Cingapura. A largada será às 5h10, horário de Brasília. E são apenas 20 voltas diante de 28 neste sábado.

 

Nasr estava visivelmente frustrado no fim da prova. "Acho que foi a corrida mais difícil da minha vida. Os pneus dianteiros acabaram", disse. Nasr fez seu pit stop na 9.ª volta, enquanto Palmer, na 12.ª. Seu engenheiro lhe consultou pelo rádio sobre substituir apenas os pneus traseiros, o que abreviaria bastante a parada e o permitiria sair na frente de Johnny Cecotto, da Arden, a fim de não perder tempo. O verdadeiro adversário, no entanto, era Palmer, segundo colocado, 3 segundos e 6 décimos atrás.

 

Nasr respondeu "sim" à sugestão de só trocar os pneus macios traseiros por outros macios. Os dianteiros não seriam substituídos. "O desgaste na GP2 é dos traseiros. Os dianteiros, em geral, não representam problema", comentou o tio e orientador do piloto, Amyr Nasr. A Pirelli distribuiu em Cingapura os pneus supermacios e macios para a GP2.

 

Palmer também optou pela mesma estratégia, mas como parou três voltas depois de Nasr e não exigiu tanto quanto o brasiliense logo depois de regressar à pista, seus pneus macios traseiros novos lhe deram um pouco mais de autonomia, o suficiente para ultrapassar Nasr na curva 7, na 25.ª volta.

 

Como Palmer é companheiro de Nasr na Carlin e não está na luta pelo título, pois é apenas o sexto colocado no campeonato, com 99 pontos, poderia se pensar na possibilidade de Trevor Carlin, chefe da equipe, ordenar para não tentar a ultrapassagem em Nasr. A dobradinha estava garantida de toda forma. "Eles não interferiram, para eles o título da equipe não significa muito", disse Amyr.

 

A opção de largar com os pneus macios e trocar por outros macios, no pit stop, criou séria dificuldade para os dois pilotos da Carlin. Para a corrida de amanhã, dispõem apenas dos supermacios novos e não dos macios. E os supermacios demonstraram, neste sábado, não terem mais autonomia do que 5 ou 6 voltas. A temperatura era de 32 graus, com quase 70% de umidade.

 

"Vamos ver como fazer amanhã com o pneu supermacio. Será bem difícil", disse Nasr. Ele pode optar também por largar com o mesmo jogo de macios usados nas primeiras nove voltas da corrida deste sábado. De qualquer forma, será surpreendente se tanto Nasr quanto Palmer fizerem pontos neste domingo.

 

O que não é o caso do líder do campeonato que, além de dispor de uma jogo de pneus macios novos, não usado neste sábado, vai largar em quarto. E o segundo na classificação, Bird, na pole position, por ter terminado em oitavo neste sábado, da mesma forma dispõe de um jogo de pneus macios novos. A GP2 inverte o grid entre os oito primeiros na segunda prova do fim de semana.

 

Salvo surpresa, portanto, Leimer e Bird devem fazer pontos amanhã enquanto para Nasr será bem mais difícil. Largará em sétimo. Depois da segunda corrida em Cingapura o calendário da GP2 terá apenas as duas provas de Abu Dabi, no fim de semana da Fórmula 1 também, dias 2 e 3 de novembro. "Vou lutar até a última etapa, ainda é possível reverter essa situação", disse Nasr. O importante é que seu time reagiu. Conseguiu encontrar um melhor acerto para os novos pneus Pirelli utilizados a partir do GP da Bélgica, como na Fórmula 1.

 

O empresário de Nasr, o inglês Steve Robertson, o mesmo de Kimi Raikkonen, negocia com várias equipes de Fórmula 1 visando levar o piloto a estrear no Mundial em 2014.

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