Nelsinho assume depoimento e diz não temer represálias

O piloto Nelsinho Piquet reconheceu nesta sexta-feira a veracidade do depoimento à Federação Internacional de Automobilismo (FIA), divulgado na quinta-feira. No documento, o brasileiro afirma que o acidente no GP de Cingapura de 2008 foi proposital, a mando do diretor esportivo da Renault, Flavio Briatore.

AE, Agencia Estado

11 de setembro de 2009 | 13h57

"Em relação à atual investigação da FIA, confirmo que cooperei plena e honestamente com a entidade reguladora do esporte. Estou dizendo a verdade e por isso não tenho nada a temer, seja em relação a Equipe ING Renault ou ao Sr. Briatore", disse Nelsinho em nota oficial publicada em seu site.

O brasileiro encerra a declaração dizendo que não se incomoda com as represálias que possa sofrer. "Embora esteja ciente do poder e da influência daqueles que estão sendo investigados, e dos vastos recursos que possuem à sua disposição, não serei novamente intimidado a tomar uma decisão da qual venha a me arrepender", diz.

Sobre a possibilidade de voltar a falar sobre o caso, ele reforça o silêncio em que se encontra desde que a história se tornou pública há duas semanas. "Tenho toda a confiança na investigação da FIA e do Conselho Mundial de Automobilismo e não farei qualquer comentário adicional até a conclusão da audiência de 21 de setembro de 2009."

Nelsinho Piquet mora atualmente em Montecarlo (Mônaco) e está sem disputar corridas desde que foi demitido pela Renault, após o GP da Hungria deste ano. Ele e o pai, o tricampeão Nelson Piquet, devem responder na justiça comum sobre o caso. Ambos serão processados pela Renault e por Flavio Briatore.

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