Nelsinho Piquet testa F-1 ainda este ano

Nelson Angelo Piquet, brasileiro, 17 anos, estreante na Fórmula 3 britânica nesta temporada. Até agora conquistou duas vitórias, três pole positions, três outros pódios e duas melhores voltas. Tanta juventude, um retrospecto como esse, ainda mais notável para quem corre por uma equipe brasileira que como ele disputa seu primeiro ano no exterior, e sendo filho de quem é, não poderia dar em outra coisa: Nelsinho vai testar o veloz carro da Williams de Fórmula 1 até o fim do campeonato. Palavra do dono do time inglês, segundo a assessoria do piloto. Amanhã, no entanto, Frank Williams estará mais concentrado na preparação da sua escuderia para os primeiros treinos livres do GP da França, décima etapa do Mundial, sexta-feira em Magny-Cours. "Nelsinho parece ter um grande talento", disse Frank Williams, que acompanhou de perto o trabalho do filho de Nelson Piquet na etapa de Silverstone, em que largou na pole position. "Ele tem apenas 17 anos e um longo caminho a percorrer ainda até vencer GPs, mas seus resultados são impressionantes", afirmou o dirigente. Logo em seguida à corrida de Silverstone, mês passado, Nelsinho e o pai passaram o dia na sede da Williams, em Grove, Inglaterra. Nelson foi campeão do mundo pela Williams em 1987. O piloto de 17 anos esteve pela primeira vez acompanhando uma etapa do campeonato, visando disputá-lo em breve, este ano, na prova de Mônaco. "Meu objetivo profissional é tentar o título da Fórmula 3 inglesa e ano que vem ser piloto de testes de uma equipe grande para, em 2005, estrear na Fórmula 1", disse Nelsinho. Sua próxima participação na competição será dia 12, no circuito de Oulton Park. Enquanto Nelson Piquet forma cientificamente o filho para dar sequência ao seu extraordinário trabalho na Fórmula 1, três vezes campeão do mundo, o Mundial se apresenta para a Ferrari de forma bem distinta que até há bem pouco Michael Schumacher sequer poderia imaginar. Hoje o diretor-técnico da escuderia, Ross Brawn, comentou esperar mais dificuldades no GP da França. Na corrida de Nurburgring, domingo, Williams e McLaren, e principalmente a Michelin, fornecedora de pneus dos dois times, estiveram na frente da Ferrari e da Bridgestone. "A opção de três pit stops tem de ser considerada", declarou Brawn. Hoje à noite a temperatura era de 21 graus na região do autódromo, mas a previsão é de tempo quente para o fim de semana, o que pode favorecer a Michelin, cuja fábrica acha-se em Clermont Ferrand, não muito distante de Magny-Cours. Além de Brawn, o presidente da Ferrari também manifestou-se hoje a respeito do Mundial: "A Williams fez grandes progressos e conta com total apoio do seu fornecedor de pneus. Como alguém poderia imaginar que essa união não daria certo?" A pressão da Ferrari para que a Bridgestone se mostre no GP da França tão competitiva com vinha sendo até há pouco é grande. A Williams somou 47 dos 54 pontos possíveis nas últimas três provas, os GPs de Mônaco, Canadá e Europa. Quem espera esquecer a decepção vivida ano passado no mesmo circuito é o vice-líder do campeonato, Kimi Raikkonen, da McLaren, que tem 51 pontos diante de 58 de Schumacher. "Perdi minha primeira chance de ganhar um GP", disse hoje. A poucas voltas da bandeirada, o finlandês estava em primeiro, na única etapa em que a McLaren foi realmente competitiva, quando na freada do fim da reta seguiu reto. Havia óleo deixado pela Toyota de Alan McNish. Com isso, Schumacher o ultrapassou, venceu o GP da França e restando ainda seis corridas para o encerramento do campeonato comemorou seu quinto título mundial. Este ano Schumacher luta para manter-se na liderança da classificação.

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