Nelsinho sem pressa para chegar à F1

Nelson Angelo Piquet, 19 anos, o mais jovem campeão da história da F3 inglesa, não tem pressa de chegar à Fórmula 1. Depois do título de semana passada em Brands Hatch, ele terá mais dois compromissos com a F3 pela frente ? GPs de Macau (21 de novembro) e Bahrein (10 de dezembro). Depois, quer pensar somente no futuro.?Automobilismo não é fácil. Você tem que ter paciência, esperar chegar a hora certa de entrar na equipe. Não adianta ficar forçando a barra e não ter segurança para fazer a temporada inteira?, disse o filho de Nelson Piquet, tricampeão mundial da Fórmula 1.O piloto teve uma rápida carreira no automobilismo, depois de conquistar o tricampeonato brasileiro de kart em 2000. No ano seguinte, Nelsinho estreou na F3 sul-americana, subindo 5 vezes no pódio. Em 2002, com 12 vitórias, tornou-se o mais jovem piloto a vencer a categoria. No ano passado, estreou nas pistas inglesas, marcando 6 vitórias e encerrando o ano como 3º colocado. Com a experiência do primeiro ano, Nelsinho dominou a temporada de 2004 da F3 inglesa. Nos últimos dias, Nelsinho passou muito tempo no telefone, dando entrevistas para jornalistas de diversos países. Mas não avançou em um assunto: o que fará em 2005. ?Como eu disse, ainda tenho que estudar as opções pela frente. A primeira delas continua sendo a GP2, a nova Fórmula 2, mas isso depende de uma série de fatores. Não quero correr o risco de cair em uma equipe sem condições de lutar por vitórias?, explicou.Nelsinho passou o ano torcendo pela Williams na Fórmula 1. ?Gostaria muito que a equipe crescesse. E acho que vai melhorar em 2005?, afirmou. É com a ela que o jovem piloto brasileiro tem relações mais estreitas. Foi lá que fez seu primeiro teste com um carro de F1 e onde, em princípio, aposta seu futuro. Se negociar um contrato para ser piloto de testes ao lado de Marc Gene e Antonio Pizzonia, Nelsinho até admite que poderia abrir mão da F-2, ficando apenas na Williams. ? É uma opção?, revelou.A atração do jovem piloto brasileiro pela Williams é inversamente proporcional a que sente pela Ferrari. ?Nunca torci pela Ferrari. Não tenho simpatia?, garantiu.Em dois anos de F3 inglesa, com 12 vitórias e 13 poles, o piloto brasileiro acha que aprendeu o necessário. ?Fiz de tudo este ano. Fiz todos os testes possíveis e conheci todos os segredos do carro. Isso me deu técnica e informação para disputar e vencer o campeonato. Sei que na F1 é igual. Só que multiplicado por muitas vezes?, disse.Nelsinho assiste às corridas de Fórmula 1 com o olhar crítico e diz que não tem preferidos. E também nega que tenha se influenciado por algum piloto contemporâneo. ?Gosto de ver como todos dirigem. Mas não tenho um preferido?, contou. A aplicação do piloto é a mesma no trato com a informática. ?Gosto muito de mexer em computador. É uma ferramenta essencial para um piloto?, justificou.Quando Nelson Piquet conquistou seu último título na Fórmula 1, em 1987, Nelsinho tinha apenas 2 anos. E tinha 4 quando Senna conquistou o último campeonato mundial de F1 para o Brasil. ?Eu me lembro muito pouco disso. Mas a medida que fui correndo de kart, de F3, fui conhecendo o que os brasileiros fizeram. É claro que o fato de meu pai ter feito carreira e conquistado os três títulos acabaram marcando minha carreira. Não poderia ser diferente?, admitiu.

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