Arquivo/AE
Arquivo/AE

Nelson Piquet alertou sobre Renault no ano passado, diz jornal

Tricampeão mundial teria relatado a fraude em novembro de 2008 ao diretor de corridas da FIA, Charlie Whiting

Alan Baldwin, Reuters

18 de setembro de 2009 | 08h40

LONDRES - O corpo administrativo da Fórmula 1 foi alertado no ano passado sobre as alegações de que a Renault teria fraudado o Grande Prêmio de Cingapura ao ordenar que o brasileiro Nelsinho Piquet batesse, afirmou um jornal inglês neste sábado.

Veja também:

especialENTENDA - O escândalo Nelsinho-Briatore

linkCingapura não teme efeitos de escândalo

F-1 2009 - tabela Classificação | especialCalendário

especialESPECIAL - jogue o Desafio dos Pilotos

blog BLOG DO LIVIO - Leia mais sobre a F-1

Segundo o Daily Mirror, o pai do piloto, tricampeão da categoria, contou a investigadores que falou informalmente com o diretor de corridas da FIA Charlie Whiting na última corrida da temporada, no Brasil em novembro.

Piquet e Whiting trabalharam juntos na equipe Brabham nos anos 1980, quando o britânico era o mecânico-chefe do campeão.

"Quando aquilo aconteceu em Cingapura eu não pude acreditar", falou o pai em trechos de uma entrevista que, segundo o jornal, foi realizada por investigadores particulares da Quest em Londres em 17 de agosto. "Enfim, no Brasil eu converso com o Charlie", disse. "Eu me aproximei e disse 'olha, o que pode acontecer com o Nelsinho se eu tornar isso público? E eu estava com medo de estragar a carreira do meu filho'". Piquet acrescentou posteriormente: "No Brasil, eu liguei para o Charlie e contei toda a história." A Federação Internacional de Automobilismo não estava imediatamente disponível para comentar o caso.

A administração iniciou as investigações depois que Nelsinho foi demitido pela Renault e então enviou um comunicado à FIA alegando ter recebido ordens para bater e ajudar seu companheiro de equipe Fernando Alonso.

A Renault vai enfrentar o conselho da FIA em Paris na segunda-feira e responder às acusações de conduta fraudulenta e pode ser banida do campeonato ou receber uma multa pesada.

O chefe de equipe Flavio Briatore e o engenheiro-chefe Pat Symonds já deixaram a escuderia e a Renault afirmou que não irá contestar as acusações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.