Newey é o centro das atenções na F-1

A perspectiva de uma prova muito disputada, envolvendo os pilotos da Ferrari, McLaren e Williams, ou mesmo a previsão de chuva, para domingo, não conseguiram superar, nesta uinta-feira, em Montreal, o interesse pela disputa entre a McLaren e a Jaguar por Adrian Newey, projetista da McLaren. A direção da Jaguar já obteve, hoje, sua primeira vitória na justiça inglesa: a Alta Corte de Londres decidiu que o engenheiro não poderá trabalhar na McLaren depois do fim do atual contrato, em agosto de 2002.O primeiro dia oficial do GP do Canadá, nesta quinta-feira em Montreal, começou com nova troca de comunicados da Jaguar e da McLaren, uma equipe acusando a outra. Curiosamente, apenas Bobby Rahal, diretor-executivo da Jaguar, esteve no circuito Gilles Villeneuve. Todos os demais, como Ron Dennis, da McLaren, Norbert Haug, da Mercedes, sócia da McLaren, e o próprio Newey não foram à pista, estrategicamente. O projetista nem mesmo deixou a Inglaterra e não viajará para Montreal. "Temos um parecer do Queen´s Counsel que o contrato assinado por Newey conosco é válido", disse Rahal. Sobre sua amizade com o técnico, não escondeu sua decepção: "A amizade é baseada na confiança mútua e esta foi seriamente afetada com o que se passou."A informação foi dada pouco antes de a Jaguar oficializar que seus advogados conseguiram, na justiça, barrar a seqüência de trabalhos de Newey na McLaren depois de agosto de 2002. A McLaren contra-atacou com um comunicado que informava: Newey já havia respondido à Jaguar que não se transferiria para lá antes da equipe oficializar sua contratação. Rahal acusou nesta quinta-feira Ron Dennis, hoje bastante desgastado também com a Mercedes, sua sócia. "Ron disse na Áustria que os contratos existem para serem honrados. Ele não está respeitando o compromisso que firmamos com Newey." Sua argumentação é clara: o contrato de Newey com a Jaguar passará a valer apenas depois de terminar o vigente com a McLaren.O vice-líder do campeonato, David Coulthard, da McLaren, confirmou nesta quinta-feira que vai utilizar o controle automático de largada, que já o fez largar em último, por ter falhado, na Espanha e em Mônaco. O escocês está desde sábado em Montreal porque é grande amigo do canadense Jacques Villeneuve, que recentemente abriu um restaurante na cidade. O piloto reconheceu que seu time tem uma vantagem sobre a Ferrari no GP do Canadá: "Consumir menos gasolina pode mesmo ter grande significado aqui." Michael Schumacher vai usar uma versão do motor Ferrari, cuja principal característica é sua necessidade de menor volume de combustível.

Agencia Estado,

07 de junho de 2001 | 18h46

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.