Reprodução/Instagram
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Nico Rosberg revela dificuldade em contar sobre aposentadoria ao pai

Campeão mundial de Fórmula 1 em 2016, alemão curte tempo livre com a mulher e a filha

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2017 | 11h19

Apesar de ter certeza em sua decisão de se aposentar logo após a conquista do título mundial da Fórmula 1, o alemão Nico Rosberg contou que não foi fácil dar a notícia para seu pai, o também campeão da categoria em 82, Keke Rosberg.

O agora ex-piloto teve a ajuda da mãe ao tocar no assunto. "Só depois falei com meu pai mais detalhadamente. Falamos de coisas profundas, mas ele me disse que estava feliz se eu estivesse feliz.", disse em entrevista o Daily Mail.

No começo de sua carreira, Nico pediu ao pai que não o acompanhasse todas suas provas para poder tomar suas próprias decisões e trilhar sua carreira no automobilismo. Hoje ele entende que a proximidade de Keke era uma forma de proteção.

"Consigo ver com minha filha agora: é difícil deixá-la tomar suas decisões. Muito difícil. Não foi fácil porque ele tinha muita experiência e queria me dar isso e me proteger do ambiente difícil da F-1."

Abrir mão de um contrato de R$ 56 milhões com a Mercedes, no auge na carreira, com apenas 31 anos, não foi problema para o alemão. Nico Rosberg diz que prefere a vida que tem agora, onde pode curtir mais a relação com a filha Alaia e a mulher Vivian. 

"Se nossa filha precisava de algo, Vivian estaria lá. Eu nunca tinha passado por um momento difícil junto da minha filha. Eu estava tentando lidar com o jet-lag o tempo todo. Era horrível. E Alaia sabia que o papai não podia ser atrapalhado. Ela estava tão impregnada com esse conceito que sempre que ela vinha para perto da minha cama estava com o dedo na frente da boca fazendo sinal de silêncio. Agora posso participar mais e ela dá mais amor de volta. É incrível que ela saiba quando você está sofrendo com ela."

Para superar o companheiro Lewis Hamilton em 2016, o recém-aposentado revelou que teve que fazer alguns sacrifícios como parar de pedalar no verão europeu, um de sus hobbies. "Na corrida seguinte eu estava na pole em Suzuka por um centésimo. Um quilo vale três centésimos por volta. Então estava na pole graças aos músculos que tinha perdido na perna. Isso me deu a vitória [no GP do Japão]. Tive de trabalhar detalhes como este".

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