Nova McLaren se inspira na Ferrari

Os dirigentes da McLaren confirmaram, nesta quinta-feira em Mônaco, que o novo modelo da equipe fará seu primeiro teste entre terça e quinta-feira seguintes ao GP da Europa, marcado para dia 30, em Silverstone, Inglaterra. A grande novidade do carro está em quem assina o projeto aerodinâmico: Nicolas Tombasis, ex-especialista da Ferrari e ex-segundo homem na hierarquia do time italiano, abaixo apenas de Rory Byrne, o chefe dos projetistas.Esses procedimentos são normais na Fórmula 1. A própria McLaren contratou a peso de ouro Adrian Newey, ex-Williams, em 1997. Resultado disso: a equipe foi campeã nas duas temporadas seguintes com o finlandês Mika Hakkinen. Na época de Ayrton Senna e Alain Prost, a McLaren também foi o celeiro de vários técnicos que migraram para outras organizações. O que todos esperam é que a nova McLaren possa tirar a equipe da situação que se encontra: com apenas 5 pontos, luta com a Sauber pelo quinto lugar entre os contrutores. A Ferrari já soma 82, depois de cinco etapas disputadas.Tomabis é um engenheiro-mecânico grego, com formação acadêmica em Oxford, especializado em aerodinâmica. Com certeza levou consigo para a McLaren alguns dos mais importantes segredos da Ferrari F2003, o modelo campeão ano passado com Michael Schumacher, de quem foi um dos responsáveis pelo projeto.O grande problema da McLaren, contudo, não se refere ao chassi. O modelo MP4/19, quando funciona, não é lento. A maior dificuldade está no motor Mercedes.Nesta quinta-feira, de novo, Kimi Raikkonen e David Coulthard, a dupla de pilotos da equipe, se viu obrigada a assistir à concorrência treinar para não gastar quilômetros do seu motor Mercedes. O regulamento deste ano, que impôs o uso de um único motor para todo o fim de semana, afetou a Mercedes mais do que a qualquer outra marca. O novo carro pode até vir a ser muito bom, mas se a autonomia e a geração de potência do V-10 alemão não forem desenvolvidas significativamente, a McLaren irá continuar se arrastando, o que não é lá muito bom para a Fórmula 1.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.