Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Nova proteção do cockpit aumenta segurança de pilotos na Fórmula 1

Halo altera desenho e estética dos carros para a temporada 2018 após anos de testes e simulações em laboratórios

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2018 | 21h27

A nova temporada da Fórmula 1 terá mais tipos de pneus e menos motores à disposição das equipes e pilotos para o campeonato que terá início neste domingo, com o GP da Austrália, em Melbourne. Mas nenhuma destas mudanças chamará tanto a atenção do público quanto o chamado “Halo”, a proteção instalada sobre o cockpit para aumentar a segurança dos pilotos.

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Testada por diversas equipes ao longo de 2017, a proteção enfim se tornará permanente em todos os carros do grid. O dispositivo, que forma um arco sobre a cabeça do piloto, gerou polêmica e resistência desde os seus primeiros esboços. O alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, e o espanhol Fernando Alonso, da McLaren, aprovaram, enquanto o holandês Max Verstappen, da Red Bull, reclamou.

Atual campeão, o inglês Lewis Hamilton gostou da maior segurança. Porém, criticou o visual dos carros. E disse que o “Halo” deve atrapalhar a identificação dos pilotos por parte do público. “Vai ser meio inútil agora cuidar da pintura dos capacetes”, disse o tetracampeão da Mercedes, referindo-se às constantes mudanças de cores promovidas pelos pilotos da F-1.

Outra mudança no carro será o fim da “barbatana” estendida na parte traseira do carro. A organização da F-1 acabou com a brecha no regulamento técnico que permitia este dispositivo, agora ausente.

Mais visualmente, os fãs vão perceber mais duas cores na lista dos pneus fornecidos pela Pirelli. Para este ano, a empresa criou os pneus hipermacios, de cor rosa, e os superduros, que serão laranja. Os compostos duros, que tinham esta cor, agora serão azuis. Ambos serão para a pista seca. Há ainda os ultramacios (roxo), os supermacios (vermelho), o macio (amarelo) e o médio (branco).

Para as equipes, a mudança mais complicada será a redução no número de motores. Neste ano, elas terão três unidades de potência para 21 etapas, contra quatro para 20 corridas, em 2017. Pilotos que precisarem de motores extra sofrerão punições, que nesta temporada se tornarão mais simples. Perdas de 15 ou mais posições levarão o carro direto para o fundo do grid na largada.

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