Lucas Dolega/EFE
Lucas Dolega/EFE

Novo presidente da FIA, Todt quer 'unificar' a entidade

Ex-chefe da Ferrari irá substituir Max Mosley no comando da Federação Internacional de Automobilismo

EFE,

23 de outubro de 2009 | 19h42

PARIS - O novo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o francês Jean Todt, afirmou nesta sexta-feira que sua primeira tarefa após assumir o cargo será "unificar" a própria entidade.

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"Tenho que tomar posse, para depois compreender como funciona esta complexa organização e estabelecer as prioridades. Mas antes de tudo, é preciso trabalhar para unificar a FIA nos aspectos social e esportivo", declarou o ex-chefe da equipe Ferrari.

Todt reconheceu também que outro assunto urgente com o qual precisará lidar é a ação movida na justiça francesa pelo ex-chefe da equipe Renault, Flavio Briatore, para anular a decisão da FIA de bani-lo da Fórmula 1.

A punição foi imposta ao italiano por causa do escândalo de manipulação do resultado do GP de Cingapura de 2008, em que teria ordenado a Nelsinho Piquet para provocar um acidente que ajudasse o companheiro de equipe, Fernando Alonso, a vencer a prova.

"Por enquanto o processo está na justiça comum, a FIA ainda não está envolvida, mas se chegar a esse ponto, teremos que agir rapidamente", assegurou.

Todt também se disse "aliviado" com o fim da eleição em que derrotou o finlandês Ari Vatanen. Embora não tenha garantido que oferecerá um cargo a seu concorrente, o dirigente francês afirmou que "as portas não estarão fechadas" para ele.

APOIO

O presidente da Associação de Equipes de Fórmula 1 (Fota), Luca di Montezemolo, parabenizou o francês Jean Todt pela vitória e disse acreditar na "melhora do diálogo" entre as duas entidades.

Em relação a Todt, o dirigente italiano Luca di Montezemolo, que também preside a Ferrari, afirmou que sempre apreciou "sua habilidade, dedicação e comprometimento com o trabalho".

"Estou certo de que, sob sua direção, a FIA se rejuvenescerá e permitirá um clima aberto à colaboração com as equipes", assinalou.

Montezemolo classificou a eleição de Todt como o início de "uma nova fase" na Fórmula 1, na qual todas as partes "terão que trabalhar juntas para aumentar a credibilidade e o interesse gerado pela competição".

Em 1993, o francês foi contratado por Montezemolo para ser o chefe da equipe Ferrari, e ficou no cargo até 2007, com um saldo de seis títulos do mundial de pilotos (cinco de Michael Schumacher e um de Kimi Raikkonen) e sete de construtores.

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