Novo sistema não agrega nada, diz Schumacher

O heptacampeão mundial Michael Schumacher e o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, qualificaram as novas regras da Fórmula 1 como surpreendentes e absurdas.

REUTERS

19 de março de 2009 | 19h46

Schumacher, que se aposentou na Ferrari após cinco títulos mundiais pela equipe, reagiu assim às regras adotadas nesta semana pela Federação Internacional de Automobilismo - pelas quais o campeão será o piloto que acumular mais vitórias, e não mais pontos: "Realmente, bem, surpreendentes".

"Em todos esses anos, quando a maioria queria uma mudança de regras por um bom motivo, eles (a FIA) sempre diziam que não seria possível em curto prazo ou tão pouco antes de uma temporada", disse o alemão em seu site (www.michael-schumacher.de).

A temporada começa na semana que vem na Austrália.

"Não consigo imaginar que essas mudanças ajudem a F1, especialmente com relação ao novo sistema para achar o campeão", acrescentou. "Não vejo como faz sentido ter um campeão mundial que tenha menos pontos que o piloto que vem em segundo lugar, mesmo que eu também ache que seja uma boa medida para tentar fortalecer a posição do vencedor."

Já Montezemolo, que também preside a associação de equipes da F1, disse na terça-feira que as novas regras ameaçam "virar de ponta-cabeça a própria essência da Fórmula 1", e voltou ao tema na quinta-feira.

"Acho realmente absurdo, grave e perigoso que isso aconteça a uma semana do primeiro GP. A Fórmula 1 se encontra numa situação dessas", disse ele ao site do jornal La Gazzetta dello Sport (www.gazzetta.it).

"É altamente negativo para a credibilidade, a certeza, as equipes, os fabricantes, os torcedores, os jornalistas e os patrocinadores."

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