Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Organizadores do GP Brasil de Fórmula 1 se amparam a contrato com a FIA

Responsáveis acreditam que não existe a possibilidade de a prova não ocorrer em Interlagos em 2014

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2013 | 07h54

SÃO PAULO - Embora Bernie Ecclestone tenha dito que o GP do Brasil pode não ser realizado em Interlagos no ano que vem, os organizadores da prova afirmam não temer que isso aconteça. Eles se baseiam em um contrato assinado pela prefeitura de São Paulo e pelo inglês em 2006. A Prefeitura não quis se manifestar sobre as ameaças feitas pelo promotor da F-1, publicadas nesta segunda pelo Estado. Ele disse que Interlagos pode não receber o GP do Brasil do ano que vem por falta de estrutura.

Durante o fim de semana do GP da China, Ecclestone afirmou que o autódromo possui a pior estrutura da categoria e que está longe de cumprir as exigências operacionais da F-1. O dirigente disse estar cansado de aguardar pelo cumprimento das promessas de melhorias e alertou que, caso não tenha a certeza de que haverá mudanças, a prova será retirada do calendário.

O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou em 2012 que incluiria no orçamento deste ano uma verba de R$ 120 milhões destinada à reestruturação de Interlagos. Entre as mudanças, a largada migraria para onde hoje é a reta oposta e, no local, seria construído um novo complexo com boxes, salas, banheiros e paddock. O problema, porém, é que o montante não entrou no orçamento. Este é o primeiro ano da gestão de Fernando Haddad e, como o orçamento segue o que foi previsto no ano anterior, não é possível fazer grandes intervenções em Interlagos em 2013.

De acordo com a organização da prova, a revitalização voltará a ser discutida com atenção até o começo de maio, quando vão ocorrer reuniões com a presença de representantes da Prefeitura e da Fórmula 1. O objetivo é que a reforma no autódromo comece a ser feita em 2014. O que ficar decidido nesses encontros vai pesar na decisão de outro tema importante das reuniões: a renovação do contrato que permitirá a Interlagos receber uma das etapas da principal categoria do automobilismo até pelo menos 2020.

Pode contribuir para a continuidade do GP em São Paulo a ligação afetiva que Ecclestone diz ter com o Brasil. Segundo ele, esse sentimento foi o que o levou a manter a realização da provas no País mesmo que não esteja satisfeito com a estrutura oferecida nos últimos anos. Foi o chefe comercial da F-1 quem trouxe a categoria para o Brasil, em 1972. O traçado da pista paulistana é muito elogiado por ele.

SANTA CATARINA

O dirigente inglês já tem um plano B caso as negociações não avancem conforme sua vontade. Ele levantou a possibilidade de o GP do Brasil ser disputado em Penha, litoral norte de Santa Catarina, perto do parque Beto Carrero World. Ecclestone esteve no local no fim do ano passado, a convite do governador do Estado, Raimundo Colombo. Eles se reuniram com empresários e o dirigente se disse bastante impressionado com o interesse local de levar adiante o projeto. O autódromo seria concebido pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, que assina várias pistas do atual calendário da categoria.

Tudo o que sabemos sobre:
VelocidadeF-1Fórmula 1GP Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.