Andrew Boyers/Reuters
Andrew Boyers/Reuters

Otimista com renovação, prefeito de São Paulo faz reunião com chefe da Fórmula 1

Bruno Covas recebe Chase Carey para discutir manutenção de Interlagos no calendário da categoria

Felipe Rosa Mendes, Estadão Conteúdo

13 de junho de 2019 | 12h58

Em meio à disputa com o Rio de Janeiro sobre o futuro do GP do Brasil, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, se reuniu com o chefão da Fórmula 1, Chase Carey, na capital paulista. O encontro aconteceu na tarde de terça-feira, na própria prefeitura, e já estava agendado há cerca de um mês.

Na reunião, divulgada inicialmente pela Coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, o prefeito e o dirigente da principal categoria de automobilismo do mundo conversaram sobre a renovação do contrato de São Paulo. Ao longo da conversa, Bruno Covas apresentou argumentos favoráveis para manter a corrida em São Paulo. O vínculo atual vai até 2020. Mas a negociação tem agora a concorrência do Rio, que espera receber a corrida a partir de 2021.

O encontro, que durou cerca de uma hora e foi realizado a convite do prefeito, foi fechado e nenhuma das partes se manifestou publicamente sobre o resultado do encontro. A prefeitura, no entanto, está otimista em acertar a renovação do contrato. E acredita até que o martelo possa ser batido ainda neste ano. Mantendo o diálogo e a negociação abertos, Bruno Covas espera reencontrar Carey, CEO da Liberty Media, grupo norte-americano que controla a Fórmula 1 atualmente, nas próximas semanas, em novo encontro.

No fim do mês passado, autoridades do Rio foram até Montecarlo para uma reunião com o mesmo dirigente da F-1. Durante o tradicional GP de Mônaco, representantes do consórcio Rio Motorsports, ganhador da licitação para construir e gerir o novo autódromo da capital fluminense, entregaram ao comando da categoria a proposta oficial para sediar a etapa brasileira.

Apesar da intenção de receber a F-1 a partir de 2021, o projeto carioca ainda engatinha. O consórcio precisa erguer o novo circuito, o que deve levar ao menos um ano e meio, no valor de R$ 700 milhões em um antigo terreno do Exército, no bairro de Deodoro. O empreendimento tem apoio do prefeito da cidade, Marcelo Crivella, do governador do Rio, Wilson Witzel, e até do presidente Jair Bolsonaro. Mas o projeto pode ser barrado por questões ambientais, por causa da localização na região da Floresta do Camboatá.

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