Arquivo/AE
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Para Alonso, difusor pode decidir o título da Fórmula 1

'Se os difusores forem permitidos, eles terão uma vantagem e todas as outras equipes vão ter de copiar', diz

AE, Agência Estado

31 de março de 2009 | 15h34

KUALA LUMPUR - A polêmica envolvendo os difusores utilizados por Brawn GP, Toyota e Williams continua rendendo discussões na Fórmula 1. Nesta terça-feira, o espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial, afirmou que a peça - localizada na parte traseira do carro, e que melhora a estabilidade - deve ter papel decisivo ao longo da temporada.

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Para o piloto da Renault, as três equipes que utilizam a polêmica versão da peça têm vantagem de cerca de um segundo por volta, e serão favoritas às vitórias e até ao título caso o dispositivo não seja barrado pela FIA. A entidade máxima do automobilismo julgará em sua Corte de Apelações, no dia 14 de abril, se a utilização dos difusores das três escuderias é legitima.

"Vamos ver o que eles decidem no dia 14. Se os difusores forem permitidos, eles terão uma vantagem e todas as outras equipes vão ter de copiar a ideia. Mas é difícil porque é preciso mudar o carro inteiro. Não é só colocar o difusor e ser um segundo mais rápido", disse o espanhol à rádio Cadena Ser.

Para Alonso, a decisão da FIA poderá mudar os rumos do Mundial. "O campeonato pode ser mais ou menos decidido no dia 14. Se os difusores forem considerados legais, a Brawn será praticamente inalcançável", afirmou.

Na Austrália, a Brawn GP estreou na Fórmula 1 com dobradinha. O inglês Jenson Button venceu e Rubens Barrichello terminou em segundo. A Toyota, mesmo com os dois carros largando dos boxes, terminou em terceiro lugar com Trulli - que depois foi punido e perdeu os pontos - e em quarto com Timo Glock. A Williams terminou em sexto com Nico Rosberg.

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