Para Ferrari e McLaren, motores decidirão o campeão

Quebra do motor de Kimi Raikkonen no GP da Europa evidencia pensamento das principais equipes da Fórmula 1

Timothy Collings, REUTERS

25 de agosto de 2008 | 12h00

Depois do emocionante GrandePrêmio da Europa, disputado neste fim de semana, a Ferrari e aMcLaren, que lideram a atual temporada da Fórmula 1, apostamque caberá à resistência dos motores decidir o nome do campeãodeste ano. Na corrida inaugural do circuito de Valência, o brasileiroFelipe Massa, da Ferrari, dirigiu de forma estupenda paraconquistar uma vitória indiscutível. Mas Kimi Raikkonen, atualdetentor do título mundial e parceiro de Massa na escuderiaitaliana, abandonou a prova depois de seu motor estourar. Essa foi a segunda quebra sucessiva de um carro danormalmente confiável Ferrari. A falha fez com que osintegrantes dela passassem a perguntar-se sobre questõesmecânicas. De outro lado, a McLaren não precisou substituir nem mesmouma peça de seus carros durante os três dias do evento. "Infelizmente, sofremos de um problema de confiabilidaderesponsável por fazer com que perdêssemos pontos preciosos.Agora, temos de descobrir o que aconteceu nessa nova falhamecânica e depois decidir como reagir a isso", disse arepórteres Stefano Domenicalli, chefe da Ferrari. "Claramente, o que aconteceu é algo grave e temos de fazertodo o possível para, nas próximas corridas, reconquistar oterreno perdido devido aos problemas de confiabilidade." "Agora precisamos continuar nos esforçando ao máximo paramelhorar o carro e aumentar a confiabilidade dele. Com isso,estaremos o mais preparados possível nas demais corridas",acrescentou. O diretor técnico da Ferrari, Luca Baldisseri, mostrou-seigualmente franco. "Temos um grande potencial quando se leva em conta o carroe a equipe. Um potencial capaz de nos colocar na frente de todomundo. Mas, quando algum desses elementos não dá o seu melhor,acabamos desperdiçando pontos preciosos que acabarão por noscustar caro", disse. "Temos de trabalhar para consertar esses problemas e é issoo que temos de fazer agora." Após a disputa na nova pista de rua, o campeonato passarápelos tradicionais circuitos de Spa-Francochamps, na Bélgica, ede Monza, na Itália, onde a resistência dos motores serátestada ao máximo. "O elemento mais positivo para nós foi que as caixas com aspeças sobressalentes ficaram fechadas todo o fim de semana",afirmou Norbert Haug, chefe da área esportiva da Mercedes-Benz,que fornece os motores usados pela McLaren. "Não tivemos de trocar nenhuma peça ao longo do fim desemana de uma prova que, segundo se apostou, seria repleta dequebras", disse. "Agora, podemos trabalhar duro para o terço final datemporada, que começa com as corridas em Spa e Monza, doiscircuitos particularmente complicados e que exigirão os motoresao máximo."

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