Para Massa, o mais importante foi ter demonstrado seu bom ritmo

Brasileiro, que ficou em sétimo lugar no GP da Bélgica, acredita em outra análise por parte das equipes da F-1

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2013 | 13h53

SPA - Para Felipe Massa, as equipes não avaliam apenas os resultados para analisar o desempenho de seus pilotos. Por isso a sétima colocação no GP da Bélgica, neste domingo, não pode ser vista isoladamente. Massa confirmou saber, quinta-feira, que precisa mostrar a Ferrari nessa fase do campeonato que tem muito a oferecer ainda e, assim, ganhar mais um ano de contrato.

O piloto que disputa sua oitava temporada pela escuderia largou em décimo e chegou em sétimo no circuito de Spa-Francorchamps, 53 segundos depois do vencedor, Sebastian Vettel, da Red Bull, cada vez mais próximo do tetracampeonato. Não deixa de ser uma referência ao trabalho de Massa o que fez o companheiro, Fernando Alonso, que saiu da nona posição no grid e recebeu a bandeirada em segundo, 16 segundos atrás de Vettel. "O importante é que a equipe viu que meu ritmo existia. Não nos classificamos onde deveríamos, por causa das condições da definição do grid (chuva, seco) e depois na largada fui muito prejudicado", disse Massa.

"Eu larguei bem, mas ao sair da primeira curva o Grosjean (Romain Grosjean, da Lotus) saiu da pista e fui obrigado a tirar o pé se não ele me acertava quando regressava à pista. Com isso perdi quatro posições", explicou. No fim da primeira volta Massa era o 12.º colocado, enquanto Alonso, o quinto, depois de largar em nono. Segundo contou, outros fatores comprometeram um melhor resultado. "Fiquei atrás do Perez (Sergio Perez, da McLaren) e perdi tempo. Por isso antecipamos meu primeiro pit stop (foi o primeiro a fazê-lo, na nona volta) para depois tentar reultrapassar os pilotos que me passaram."

Não é tudo, disse. "O painel do volante deixou de funcionar por algumas voltas, o que fez com que eu não pudesse usar os meus recursos, como o kers. Felizmente o sistema voltou a operar." O importante, para Massa, foi Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, ver que na classificação, ontem, e hoje, ao longo das 44 voltas da prova, esteve sempre rápido e que apenas as circunstâncias explicam o sétimo lugar, dispondo de um carro eficiente em condição de corrida.

"Não fosse tudo isso hoje era dia para os dois carros da Ferrari chegarem na frente dos da Mercedes. Da Red Bull, não, eles eram mais rápidos", comentou. Além da velocidade que demonstrou, Massa lembrou que o modelo F138 de fato avançou com as modificações introduzidas no GP da Bélgica. "Monza (próxima etapa do calendário, dia 8 de setembro) é uma pista completamente diferente desta. Usamos pouca pressão aerodinâmica. Espero que o carro continue bom como aqui."

Depois, de 11 etapas, Massa soma 67 pontos, é o sétimo na classificação do Mundial, enquanto Alonso reassumiu a segunda colocação, com 151. O líder é Vettel, com 197. Restam, ainda, oito provas para o encerramento do campeonato. Por mais que haja mesmo atenuantes para explicar a diferença no resultado de Alonso e Massa, neste domingo na Bélgica, é inegável que acabar invariavelmente atrás do espanhol, com o mesmo carro, denota bem menor habilidade de Massa para posicionar-se em condições de não ver seu resultado comprometido por fatores externos, o que também é um elemento de seleção de pilotos. E com certeza a direção da Ferrari entende desse exame e o utiliza nas suas análises.

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