Paris-Dacar: brasileiros sonham com pódios

A equipe Petrobrás Lubrax, formada por André Azevedo (caminhão), Jean Azevedo (moto) e Klever Kolberg e Lourival Roldan (carro) traçou seu desafio para o próximo Rali Paris-Dacar, que larga no dia 1º de janeiro, de Clermont Ferrand, na França: subir ao pódio nas três categorias. Em sua 26ª edição, o rali atravessará sete países da Europa e África - França, Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Burkina Fasso e Senegal - num percurso de 11.090 quilômetros. Em 2004, a competição terá recorde de participantes, com 607 veículos. Só de caminhões, o número subiu de 50 ano passado para 150.O piloto Klever Kolberg, que há 17 anos participa do Paris-Dacar, encara a prova sempre como uma grande estréia. "Como recebemos a planilha na véspera da prova há sempre aquela ansiedade. Além disso, é um rali secreto e temos poucas informações." Lourival Roldan, 45 anos, é o navegador do carro de Kolberg (Mitsubishi Pajero Full), que competirá pela segunda vez na prova, na categoria Superproduction Diesel. Até hoje ele não esquece o frio na barriga que sentiu antes da sua primeira prova. "Sou fã do Klever há muitos anos e foi uma responsabilidade enorme competir ao lado dele." A dupla foi vice-campeã no ano passado. "Vou cantar melhor a planilha para Kolberg", promete Roldan.Jean Azevedo, primeiro colocado na categoria Production e quinto no geral na última edição, competirá com uma motocicleta semi-oficial 700 cilindradas, mais potente que a usada na edição anterior (KTM 660). "Agora, pretendo ficar entre os três primeiros na categoria Superproduction." Já seu irmão, André Azevedo, vice-campeão geral, no último Dacar, espera "subir mais um degrau", com seu caminhão Tatra.

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