Alfredo Estrella/Reuters
Alfredo Estrella/Reuters

Pentacampeão da F-1, Hamilton esclarece comentários sobre a 'pobreza' da Índia

Piloto da Mercedes havia polemizado ao comentar a falta de tradição do país em corridas de carro

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2018 | 14h46

Pentacampeão mundial de Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton fez questão de esclarecer por intermédio das redes sociais, nesta quinta-feira, os seus comentários sobre a expansão da principal modalidade do automobilismo a países que não possuem tradição em corridas de carro. "Minha referência foi que seria estranho que um GP passasse por desabrigados e depois chegasse a uma enorme arena onde dinheiro não é um problema", explicou o piloto da Mercedes em suas contas do Instagram e Twitter.

"Eles (indianos) gastaram centenas de milhões nessa pista que é agora nunca é usada. Esse dinheiro poderia ter sido gasto em escolas ou casas para quem precisa", afirmou Hamilton, de 33 anos. "Quando nós tivemos a corrida, ninguém foi assistir porque era muito caro ou não havia interesse. No entanto, eu conheci alguns fãs indianos incríveis".

Alguns desses fãs indianos responderam a Hamilton nas redes sociais, lembrando que a Índia se desenvolve com rapidez e já é a sexta maior economia do mundo.

A ideia de Hamilton seria ter mais de uma corrida em países tradicionais da Europa. "Se tivéssemos o GP da Alemanha (em Hockenheim) e outro em Berlim, conectaríamos duas cidades com grande público. Isso seria bom, não necessariamente viajar a países em que as pessoas não conhecem tanto sobre a Fórmula 1. Se tivéssemos Silverstone (Inglaterra) e Londres, seria muito legal", avaliou.

Segunda nação mais populosa do mundo, atrás apenas da China, a Índia recebeu três etapas da Fórmula 1 no circuito de Buddh International, na Grande Noida, ao sul da capital Nova Délhi, entre 2011 e 2013. Todas foram vencidas pelo alemão Sebastian Vettel, então na Red Bull.

A corrida foi retirada do calendário da Fórmula 1 de 2014 devido a uma série de fatores, incluindo a quantia de impostos e obstáculos burocráticos enfrentados pelas equipes. Pouco utilizado, o circuito já recebeu uma série de corridas nacionais e testes das fábricas de carro, mas continua sendo considerado pela população como um "elefantes branco".

O grupo norte-americano Liberty Media, que detém os direitos comerciais da Fórmula 1, anunciou na semana passada a inclusão de uma etapa da categoria em Hanói, no Vietnã, a partir da temporada de 2020.

Desde os anos 2000, ainda sob o comando do empresário Bernie Ecclestone, a Fórmula 1 expandiu os seus horizontes e realizou etapas em vários países pelo mundo. São os casos de Malásia (entre 1999 e 2017), China (desde 2004), Bahrein (desde 2004), Turquia (entre 2005 e 2011), Cingapura (desde 2008), Abu Dhabi (desde 2009), Coreia do Sul (entre 2010 e 2013), Índia (entre 2011 e 2013), Rússia (desde 2014) e Azerbaijão (desde 2016).

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.