Divulgação/Fórmula E
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Perto de título da Fórmula E, francês desabafa: 'Preciso exigir demais da equipe'

Jean-Eric Vergne afirma que time pelo qual guia leva desvantagem dos demais concorrentes por não ser uma montadora

Ciro Campos, enviado especial a Punta del Este*, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2018 | 19h22

O francês Jean-Éric Vergne usou a entrevista para desabafar após a vitória deste sábado no GP de Punta del Este, no Uruguai, pela sexta etapa da temporada da Fórmula E. Com duas corridas ganhas no campeonato e vantagem confortável para ser campeão pela primeira vez, o piloto admite cobrar excessivamente da equipe para conseguir compensar com o empenho uma possível inferioridade técnica.

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"Somos o único time privado da Fórmula E. Para bater essas outras equipes, temos que trabalhar dobrado, e isso me faz feliz. Às vezes preciso exigir demais da minha equipe", disse o francês. Vergne admitiu a existência de alguns conflitos, mas afirmou que os resultados minimizam os problemas. O piloto tem agora 30 pontos de vantagem para o segundo colocado do Mundial, o sueco Felix Rosenqvist.

A equipe de Vergne é a única entre as dez participantes a não ser formada por montadoras. A categoria tem atraído empresas como Renault, Jaguar e Audi por ser um laboratório de experimentos de tecnologias voltadas a carros elétricos. Para a próxima temporada, a Porsche e a Mercedes também já confirmaram presença.

Para ganhar no Uruguai, o francês precisou segurar durante toda a corrida o brasileiro Lucas di Grassi, com quem chegou a se tocar na briga por posição. "Fiz uma grande batalha, foi realmente muito diícil. Provei para mim mesmo que eu conseguiria guiar. Não cometi um erro sequer em toda a corrida", disso.

A liderança com folga com seis das 12 etapas do Mundial não serve para o piloto se acalmar. Vergne citou que no último campeonato o suíço Sebastien Buemi estava na mesma situação e não foi campeão. "Ano passado o Buemi tinha uma larga vantagem na tabela e perdeu. Por isso vou continuar trabalhando duro para melhorar o carro. Minha equipe fez um ótimo trabalho na corrida, que foi uma das mais complicadas da minha carreira", comentou.

* O repórter viaja à convite da organização da Fórmula E

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