Pessimista, chefe da Red Bull prevê muitas trocas de motores da Renault em 2015

Na esteira do início ruim de campeonato da Red Bull na Fórmula 1, o chefe da equipe, Christian Horner, afirmou que os pilotos do time precisaria usar "até nove motores diferentes" cada um nesta temporada. A jovem dupla formada pelo australiano Daniel Ricciardo e o russo Daniil Kvyat somaram apenas 19 e quatro pontos, respectivamente, e agora tentará dar início a uma reação no Mundial de Pilotos a partir do GP da Espanha, que abrirá a temporada europeia da categoria, no dia 10 de maio.

Estadão Conteúdo

23 de abril de 2015 | 13h29

O motor Renault do carro de Ricciardo estourou no fim do GP do Bahrein, no último domingo, quando o australiano ainda conseguiu cruzar a linha de chegada em sexto lugar. E esta foi a terceira unidade de potência usada pelo piloto em apenas quatro corridas neste ano.

As equipes podem utilizar quatro motores por piloto ao longo de uma temporada, embora elas estejam pressionando os organizadores da F1 pela liberação de um quinto propulsor por competidor. Entretanto, dados os problemas recorrentes com os motores fornecidos pela Renault, Horner admitiu pessimismo ao ser questionado sobre as possibilidades de ocorrerem trocas sucessivas durante o Mundial.

Diante das regras atuais da Fórmula 1, Horner admitiu ser "frustrante" trabalhar com o limite de quatro motores por piloto até o fim do ano. E ele reconheceu, em entrevista ao site oficial da F1, que este número será superado: "Com certeza vamos usar mais de quatro - nós usamos três em três corridas - assim as chances de ficarmos dentro do limite de quatro é perto de zero. As equipes concordaram, por unanimidade, na Malásia, em introduzir um quinto motor, mas as punições pelo uso de motores irão afetar os outros também - não só nós".

Em seguida, o chefe da Red Bull destacou que cada um de seus pilotos poderia exceder em até mais do que o dobro o número de unidades de potência utilizados. "Para nós precisaríamos que esse número aumente para sete, oito ou nove motores para a temporada", completou Horner, que disse esperar que as regras da F1 se tornem mais "realistas no futuro", tendo em vista as exigências e consequências proporcionadas pelos propulsores V6 turbo.

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