Chuck Burton/AP
Chuck Burton/AP

Petrobrás e McLaren oficializam o fim de contrato que era de R$ 870 milhões

Como já havia avisado o presidente Jair Bolsonaro, empresa encerra o vínculo técnico e de patrocínio com a equipe de Fórmula 1

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2019 | 13h16

Duas semanas depois do Ministério da Economia informar que a Petrobrás cancelou o contrato de patrocínio da estatal com a equipe McLaren na Fórmula 1, as duas empresas oficializaram nesta segunda-feira, às vésperas do GP do Brasil, que será no próximo dia 17, em São Paulo, o fim da parceria técnica e de patrocínio que vinham desenvolvendo em conjunto. O valor do contrato era de 163 milhões de libras esterlinas (R$ 872,5 milhões).

O acordo foi assinado quando a Petrobrás era comandada por Pedro Parente, durante o governo Michel Temer. Em fevereiro deste ano, a empresa estatal havia informado que estava revendo a sua política de patrocínios. Em maio, Bolsonaro anunciou no Twitter que estava buscando uma maneira de rescindir o contrato de publicidade com a McLaren, válido por cinco anos.

Apesar do final do acordo, a estatal brasileira e a equipe britânica de Fórmula 1 destacaram os pontos positivos do projeto. De acordo com a Petrobrás, a parceria resultou em claros avanços tecnológicos na linha de combustíveis e lubrificantes, além de oportunidades de futuras cooperações comerciais, tecnológicas e de Responsabilidade Social entre as duas empresas.

"Reconhecemos a importância da McLaren no cenário do automobilismo global e ficamos muito satisfeitos com os resultados entregues durante os dois anos da nossa parceria", mencionou Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobrás.

Ele comentou também que "o projeto permitiu que a Petrobrás desenvolvesse gasolinas e lubrificantes de alta tecnologia por meio de pesquisas com novas matérias-primas e testes realizados em condições extremas. O desenvolvimento tecnológico será utilizado em produtos comerciais de lubrificantes e combustíveis. Enxergamos na McLaren um compromisso com a inovação bem como a possibilidade de futuras parcerias".  

Zak Brown, CEO da McLaren, reiterou: "Gostaríamos de agradecer à Petrobrás pela parceria e seu suporte. Temos muito respeito pela capacidade técnica e científica da empresa e não temos dúvida de que os técnicos da empresa fizeram um progresso substancial durante o período que trabalhamos juntos. Desejamos a todos na Petrobrás todo o sucesso e esperamos vê-los de volta ao esporte novamente no futuro", disse.

A Petrobrás tem diminuído o investimento em patrocínio ao esporte neste ano. A decisão foi tomada a partir da chegada de Roberto Castello Branco à presidência da estatal. Com isso, alguns projetos estão perdendo o apoio ou as suas verbas foram diminuídas.

A Petrobrás não é a única estatal que está revisando os seus gastos no esporte. Recentemente, os contratos dos Correios com algumas confederações esportivas nacionais, como a de esportes aquáticos, rúgbi, tênis e handebol, terminaram ou se encerram nos próximos dias e não houve sinalização para renovação.

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