Piloto "paga" para correr no GP Rio

A decepção do jovem paulista Leandro Panades, de 20 anos, por não ter conseguido se classificar para a disputa da categoria 125 cilindradas do GP Rio de Motovelocidade no ano passado deu lugar a alegria pelo o 31ª e último lugar obtido no grid de largada para a corrida deste sábado, às 11h15, no Autódromo de Jacarepaguá. O piloto só perde sua euforia quando o assunto passa a ser o apoio para poder competir.Como no ano passado, Panades foi convidado a participar do evento e, por não conseguir patrocínio suficiente para ir ao Rio de Janeiro, teve de desembolsar cerca de US$ 6 mil. "Ano passado foi a mesma coisa, nenhuma estrutura. Só consegui um lugar no grid, porque estou com uns pneus de corrida, arranjados por um patrocinador, mas a moto é o modelo standard", protestou. Nesta sexta-feira, sua moto quebrou na segunda volta dos treinos oficiais e ele não conseguiu melhorar seu tempo de quinta-feira, 2min06s166.O apoio de Miguel Panades, seu pai, também é fundamental na carreira de Leandro, que este ano não participou de corridas de 125cc porque Campeonato Brasileiro da categoria não foi realizado. Para o GP Rio, ele conseguiu fazer somente dois treinos. "Os caras passam aqui e ficam rindo da nossa moto. Parece um pangaré perto das deles", disse Miguel, que é mecânico e responsável pela moto do filho. "Se o Leandro não tivesse a mim, que conheço a parte mecânica, seria mais um como tantos outros que ficam perdidos sem saber o que fazer." Apesar de todos os problemas, desistir não é uma palavra que consta do dicionário de Panedes. Ele ainda sonha em competir em campeonatos europeus. De acordo com o piloto paulista, outra jovem revelação brasileira, Wesley Guitierrez, de 15 anos, foi obrigado a desistir de ir ao Rio, porque não tinha dinheiro para arcar com suas despesas.

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