Pilotos aprovam circuito mexicano

Com exceção da poeira na pista, que cancelou a primeira sessão de treinos livres desta sexta-feira, e de algumas falhas na segurança, os pilotos gostaram do traçado misto do novo autódromo de Monterrey, no México. O brasileiro Roberto Moreno, da Patrick, disse que é "um dos circuitos mais desafiadores" em que já andou: "Tem chicane, curva de baixa, curva de média. É bem variado". Moreno é um tanto quanto suspeito para falar porque o dono do circuito, Pat Patrick, é também dono da sua equipe. Mas não foi só ele que teve uma boa impressão. Tony Kanaan, da Mo Nunn, achou a pista "super bem construída", com bons pontos de ultrapassagem e duas curvas perigosas.Essas duas curvas são as únicas que os pilotos farão em velocidade um pouco maior, por estarem no final das duas retas mais longas. E não há brita na área de escape para reduzir a velocidade dos carros caso eles passem reto e saiam da pista. "Tem alguns lugares em que devia ter brita mas tem só grama", reclama Cristiano da Matta, da Newman Haas.Segundo ele, a Associação dos Pilotos, cujo presidente é Maurício Gugelmin, vai solicitar a mudança para o ano que vem: "Mas quem tinha que ver isso era a Cart quando estavam construindo o autódromo." A Cart é a entidade que organiza a Indy.Caso sofra algum acidente, Cristiano estará menos sujeito a sofrer uma contusão séria do que boa parte dos pilotos, por estar usando o ´hans´ (head and neck support, ou suporte para cabeça e pescoço). Trata-se de uma peça de fibra de carbono que fica presa ao capacete. Evita movimentos bruscos da cabeça para a frente e conseqüentes complicações cervicais. Por ser incômodo, por enquanto é obrigatório apenas nos circuitos ovais.

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