Pilotos, Ecclestone e presidente da França lamentam morte de Bianchi

A morte de Jules Bianchi voltou a abalar o mundo da Fórmula 1 neste fim de semana. Após passar os últimos nove meses em coma, o francês morreu na noite de sexta-feira, trazendo novamente o luto à categoria. A F1 não chorava a morte de um piloto desde o acidente fatal de Ayrton Senna, em 1994.

Estadão Conteúdo

18 de julho de 2015 | 12h37

Apesar da situação crítica de Bianchi desde o acidente sofrido em outubro do ano passado, a morte abalou o mundo esportivo e até autoridades políticas da França. "Foi com grande emoção que fiquei sabendo da morte de Jules Bianchi. O esporte francês perdeu uma de suas maiores promessas", lamentou o presidente da França, François Hollande.

Autoridades da Fórmula 1 também lamentaram a perda do piloto de 25 anos, um dos mais promissores de sua geração. "Foi tão triste ouvir esta notícia sobre Jules. Vamos sentir falta de um piloto muito talentoso e de uma pessoa muito boa. Não podemos deixar isso acontecer novamente", alertou Bernie Ecclestone, chefão da F1.

Um dos grandes da história da categoria, o francês Alain Prost se solidarizou com o mundo da F1. "Com certeza ele era um dos pilotos que tinha maiores chances de entrar para o time dos grandes campeões. Era um lutador. Tive a oportunidade de conhecê-lo, de dar algumas voltas de bicicleta com ele, e pude ver como era competitivo. Acho que um erro foi cometido e isso nos custou muito", disse o tetracampeão.

Bianchi faleceu nove meses após sofrer grave acidente no Grande Prêmio do Japão, no Circuito de Suzuka, no dia 5 de outubro do ano passado. O piloto da Marussia acertou uma grua que retirava da pista o carro do alemão Adrian, que havia sofrido acidente no mesmo trecho do traçado um pouco antes. A forma como o resgate do carro de Sutil foi feito e a sinalização da corrida foram alvos de muitas críticas após o acidente de Bianchi.

O francês passou algumas semanas internado no Japão antes de ser transferido para Nice, sua cidade natal. Na sexta-feira, sua família informou que o piloto morrera no Centro Hospitalar Universitário de Nice, após nove meses de coma e expectativa na F1.

"Palavras não podem descrever a enorme tristeza que nossa equipe está sentindo nesta manhã. Jules deixou uma marca indelével em todos nós e será para sempre parte de tudo que conquistarmos no futuro", disse John Booth, chefe da Marussia. "Jules era um talento brilhante. Estava destinando a grandes conquistas no esporte. Ele também era um ser humano magnífico."

O talento e a personalidade de Bianchi também foram exaltados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em nota oficial. "O esporte perdeu um dos seus mais talentosos pilotos de sua geração. Jules Bianchi era uma popular na F1, tendo o que há de melhor no ser humano e nas habilidades esportivas."

A FIA exaltou também a luta de Bianchi, ao lado de sua família, nestes nove meses de internação. "Jean Todt, presidente da FIA, expressa suas mais profundas condolências à família de Jules e reconhece a profunda dor que eles sentiram. A comunidade do automobilismo oferece seu mais sincero apoio a eles."

INVESTIGAÇÃO - A FIA conduziu apuração para avaliar as razões do acidente sofrido por Bianchi. E apresentou suas conclusões em dezembro, dois meses depois da forte batida no Japão. O relatório apresentado isentou a FIA de culpa pelo ocorrido e atribuiu o acidente a erros do piloto e da Marussia.

A principal conclusão do relatório de 396 páginas é de que Bianchi não reduziu a velocidade do carro diante das bandeiras amarelas naquele trecho da pista. Por causa da batida do alemão Adrian Sutil no mesmo trecho, momentos antes do acidente do francês, os pilotos deveriam diminuir a velocidade na pista molhada, durante aquele GP do Japão.

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