Pilotos preferem asfalto à brita na F1

A substituição das caixas de brita por asfalto, maior novidade em Interlagos este ano, bem como para a própria Fórmula 1, passou e com louvor pelo primeiro teste. A opinião é unânime entre os pilotos: o asfalto aumentou a segurança, além de permiti-los retornar à pista quando perdem o controle do carro. As corridas poderão ganhar também em emoção, por mais competidores manterem-se na competição. "Pude sentir já nesta sexta-feira a maior eficiência dessa mudança", disse Michael Schumacher, depois do primeiro treino livre do 31º GP do Brasil. "Não fosse o asfalto, eu não teria reduzido a velocidade quando derrapei no fim da Reta dos Boxes e teria colidido forte na barreira de pneus. Tenho de agradecer aos que fizeram esse trabalho", falou o alemão da Ferrari. Talvez quem melhor tenha sentido a diferença entre a brita e o asfalto tenha sido Enrique Bernoldi, da Arrows. Na primeira sessão de treinos livres, pela manhã desta sexta-feira, ele perdeu o controle da sua Arrows A23 e saiu de traseira, no Laranjinha, a cerca de 210 km/h. "Se fosse brita eu provavelmente teria batido e não poderia retornar ao treino, como fiz. Está aprovado." A única preocupação dos pilotos é quando, por exemplo, há uma pane nos freios. "Em quase todas as situações o asfalto, conforme ficou provado hoje, é uma solução melhor, exceto se falhar o freio. A batida será forte", comentou Felipe Massa, da Sauber. Os mecânicos gostaram também da substituição. Quando um piloto vai para a brita, o carro enche-se dessas pequenas pedras, o que os obriga a horas de trabalho para deixá-lo em condições de uso novamente. "Temos de retirar o assoalho, às vezes os radiadores, substituir alguns componentes. Em resumo, muita coisa tem de ser desmontada e remontada", explica um mecânico da Arrows. Na Fórmula 1, apenas os assessores de imprensa podem falar, daí ele não identificar-se.

Agencia Estado,

29 Março 2002 | 18h22

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