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Piquet: faltou comemoração brasileira

Nelson Angelo Piquet nasceu na Alemanha, mora na Inglaterra, mas é um apaixonado pelo Brasil e pela cidade de Brasília. Para sua felicidade ser completa, depois do título da F-3 inglesa que conquistou domingo,em Brands Hatch, só faltou a alegria de uma comemoração brasileira. Mas a equipe Piquet Sports está com os dias contados."Só não comemorei mais porque não estava no Brasil. Então fomos para uma churrascaria brasileira aqui em Londres. E deu para matar um pouco das saudades", disse nesta segunda-feira, quando retornava do aeroporto de Heathrow onde deixou a namorada Bia que desembarca nesta terça-feira em Brasília. Além da Bia estavam a mãe do piloto, Sylvia, e suas irmãs e membros da equipe.Na próxima semana, em Snetterton, Nelsinho volta a testar seu Dallara/Honda, preparando-se para os GPs de Macau e Bahrein, dias 21 de novembro e 10 de dezembro. Piquet reconhece que o confronto com equipes poderosas da F-3 européia que utilizam motor Mercedes e tem orçamento de cerca de US$ 2,5 milhões será difícil."O problema maior será em Bahrein que é um circuito veloz. Em Macau, um circuito de rua, a importância do piloto é maior. Lá acho que terei chances maiores", diz.Nesta segunda-feira, Nelsinho admitiu que a Piquet Sports deverá desaparecer no final da temporada, apesar do título. O engenheiro Felipe Vargas deverá acompanhar Nelsinho na próxima categoria. "O melhor seria vender a equipe. Acho difícil outra solução, apesar do título". Esta foi a primeira equipe estrangeira que venceu na F-3 inglesa desde 1978. Com exceção do inglês David Court, os demais são brasileiros.Nelsinho diz que ainda precisa estudar muito antes de decidir o que fará. A primeira opção é a GP2 - a nova Fórmula 2 com chassi Dallara e motor Renault - mas a categoria ainda não está bem estruturada. "É preciso cuidado. Ninguém conhece a GP2 e há o risco de cair em uma equipe fraca e perder um ano sem conseguir nada". Entretanto, Nelsinho reconhece que não há muitas opções. Outra seria a espanhola SuperNissan. "E se eu fechar um contrato para ser o terceiro piloto de testes da Williams - os outros são Antonio Pizzonia e Marc Genê - eu poderia só ficar testando para a equipe. Ainda tenho que pensar sobre isso".Os testes e os dois GPs de F-3 impedirão Nelsinho de estar em São Paulo dia 24 de outubro para assistir ao GP do Brasil de F-1, em Interlagos. "Eu queria ver a prova que encerra a temporada mas acho que não vai dar mesmo. Quem sabe, no ano que vem.Em Brasília, o tricampeão Nelson Piquet considera o título justo e está muito satisfeito com o rendimento do filho. "Ele era o melhor mesmo este ano. Vindo de mim pode parecer convencimento ou corujice, mas não é não. É conhecimento do talento dele, mesmo".Ao amigos, Piquet comentou ainda: "Na minha época eu podia falar quanto quisesse que eu era o melhor. Metade achava que eu era metido e a outra metade que era um jeito de aumento a auto-confiança. Hoje se eu falar que o Nelsinho é o melhor, só fica a dúvida entre 100 por cento que garantem que eu sou pai-coruja e outros 100 por cento que têm certeza de que o que eu digo é verdade", brincou.E continuou falando, sempre com bom humor: "Parem, por favor, que eu quero descer. Piquet campeão inglês de F-3 outra vez? Esta F-3 inglesa foi feita mesmo para a minha família. Quando, há algum tempo, eu usei a frase ?Se Cuida Schumacão?, falei brincando. Mas não é que brincando se diz uma porção de verdades?"

Agencia Estado,

04 de outubro de 2004 | 17h16

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