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Pirelli divulga os pneus das quatro primeiras etapas da temporada

Pela primeira vez na história da Fórmula 1 será possível optar por compostos supermacios

Livio Oricchio, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 14h14

SÃO PAULO - O campeonato já começa com um belo desafio para pilotos e engenheiros: a Pirelli anunciou, hoje, os tipos de pneus para as quatro primeiras etapas do campeonato, Austrália, dia 17 de março, Malásia, China e Bahrein. E, de cara, pela primeira vez na história da empresa italiana na Fórmula 1, a combinação de pneus para a prova de Melbourne, abertura do Mundial, terá o tipo supermacio, ao lado dos médios.

Esses pneus oferecem grande aderência, mas apresentam breve vida útil. Os carros não estão ainda desenvolvidos na primeira corrida, elevando o consumo dos pneus, e costuma fazer calor no sul da Austrália nessa época do ano, fim do verão, outro fator estressante para os pneus. Mais: os pneus deste ano, estão, segundo o diretor da Pirelli, Paul Hembery, mais moles, o que também colabora para terem elevado desgaste. Em resumo: usar os supermacios no Circuito Albert Park é, desde já, um exercício e tanto para as equipes. Podemos ter surpresas.

Na Malásia os pneus serão os médios e os duros, como não poderia deixar de ser, até por razões de segurança, diante da natureza do traçado de Sepang, a eleva porcentagem de pedra na composição do asfalto, necessária por o calor ser, em geral, arrasador.

Na China a escolha recaiu sobre os macios e os médios. No ano passado, o frio inesperado em Xangai causou grandes problemas para quase todos os times. Os pneus não atingiam a temperatura ideal de aderência. Exceto para a Mercedes, que fez pole position e venceu com Nico Rosberg. Os macios e os médios reduzem agora esse risco caso faça frio de novo. E a faixa de utilização dos pneus cresceu este ano, reduzindo o risco de as escuderias não os fazerem funcionar conforme o planejado. Eles trabalham numa faixa maior de temperatura.

Em Bahrein com certeza vai estar quente. E os pneus serão os macios e os duros. Talvez os médios caíssem melhor para o espetáculo, em vez dos duros, pois o asfalto é liso e não há curvas longas e velozes, onde os pneus são submetidos a esforços maiores e, por isso, apresentam maior degradação.

Semana que vem, a partir de terça-feira, as 11 equipes vão poder experimentar os quatro tipos de pneus no Circuito da Catalunha e, se chover, os intermediários e de chuva mais intensa. Em Jerez de la Frontera, semana passada, os supermacios não estavam disponíveis. O motivo é a altíssima degradação que a pista da Andaluzia geraria. Seu asfalto antigo e a necessidade de tração maior do normal no autódromo espanhol fariam esses pneus acabarem depois de 6 ou 7 voltas apenas.

A regra dos pneus também não mudou este ano. Cada piloto tem direito a 11 jogos para o fim de semana de competição, sendo seis do tipo mais duro e cinco dos mais moles, além de quatro jogos dos intermediários e três de chuva mais forte.

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