Pizzonia dá show de habilidade na Austrália

Um desfile de alguns carros que irão disputar o GP da Austrália, na abertura do Mundial de Fórmula 1 deste ano, à meia-noite de sábado para domingo, agitou hoje o centro da bela cidade do estado de Vitória. O evento celebrou o décimo aniversário da inclusão de Melbourne no calendário da Fórmula 1. Antonio Pizzonia deu um show de habilidade na condução da Williams, percorrendo cerca de 100 metros com as rodas girando em falso, levantando enorme quantidade de fumaça. O ídolo local Mark Webber, da Williams também, foi mais discreto, mas levantou o público. Até Paul Stoddart dirigiu sua Minardi. Ele é de Melbourne. Saiu de lá, como ele mesmo diz com uma mão na frente e outra atrás, para ficar milionário na Inglaterra, como dono da empresa de fretamentos aéreos European. A Shell promoveu também um encontro dos pilotos da Ferrari com a imprensa. Michael Schumacher repetiu o discurso de sempre, de que "não será fácil este ano", enquanto Rubens Barrichello admitiu, pela primeira vez, que as novas regras, em especial a que obriga um único jogo de pneus a corrida toda, pode favorecê-lo. Ele é muito constante e gasta bem menos pneu que Schumacher. Falou mais: "Tenho bons motivos para acreditar que a diferença que havia entre eu e o Schumacher pode não existir este ano." Tudo isso começará a ser respondido amanhã, com as duas sessões de treinos livres do GP da Austrália. Poucas vezes o resultado de uma corrida do Mundial esteve tão aberto como agora, o que já é uma conquista: antes das incertezas geradas pelo novo regulamento só havia uma certeza, de que a Ferrari, salvo uma grande surpresa, seria a vitoriosa. Este ano existe pelo menos a saudável suspeita de que outros times parecem estar mais fortes.

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