Pizzonia espera convite da Williams

Para o bem da Fórmula 1, Jenson Button vai permanecer onde está em 2005: na equipe BAR. O Contract Recognition Board (CRB), grupo de advogados da FIA chamado para resolver o impasse envolvendo a BAR e a Williams, deu hoje ganho de causa para a BAR. "Naturalmente estou desapontado, mas por princípio acredito no CRB. A BAR tem sido extremamente profissional nas pistas e acredito que continurá assim, espero me juntar à Williams no futuro", afirmou Button. O amazonenze Antonio Pizzonia está na expectativa de ser oficializado como o companheiro de Mark Webber na Williams em 2005. O sinal de que alguma coisa não ia bem nos planos de Button transferir-se da BAR para a Williams foi dado ainda em Suzuka, durante o GP do Japão. O competente piloto inglês de 24 anos, terceiro no Mundial com dez pódios, confirmou que não mais trabalharia com seu advogado, John Byfield, o responsável por levar a empresa que gerencia sua carreira, Essentially Sport, a procurar Frank Williams e afirmar que havia uma brecha no contrato com a BAR. Frank Williams confirmou, no seu comunicado: "Fomos informados dessa possibilidade e a tentamos, legalmente. Button é um piloto que vale a pena, não estamos arrependidos. Trabalhará conosco em 2006." David Richards, o diretor da BAR, comentou a decisão do CRB: "Jenson Button foi fundamental no sucesso do nosso time este ano, segundo colocado entre os construtores. Estou muito feliz." Desde o princípio o dirigente, um dos maiores responsáveis pela ascensão da BAR, acreditou que a justiça lhe daria razão. Na Hungria, afirmou: "É apenas uma questão de tempo para esclarecer. Jenson tem contrato com a BAR para 2005." Tinha razão. A alegação de Byfield era de que seu piloto poderia desconsiderar o contrato do ano que vem se a BAR não tivesse um fornecedor de motor oficial de fábrica definido para 2005 até o GP da Alemanha. Como a renovação de contrato entre BAR e Honda, apesar de acertada verbalmente, não estava sacramentada no papel até a data da prova em Hockenheim, o advogado interpretou que Button estava livre. A decisão do CRB demonstra que haviam cláusulas nesses contratos não levadas em conta pelo advogado, o que criou enormes desasgastes para todos. Pizzonia procurou conter a euforia hoje, no hotel Transamérica, onde está hospedado. Ele soube da decisão do CRB ainda no Rio de Janeiro, durante evento promocional da Petrobras, fornecedora de combustível e patrocinadora da Williams. "Antes da decisão do CRB Frank Williams me disse que eu estava no topo de uma pequena lista de candidatos em potencial", falou. "Agora só me resta esperar sua decisão. Sei também que ela não será nesses dias de GP Brasil, mas possivelmente na próxima semana." Os outros pilotos são David Coulthard, McLaren, Anthony Davidson, terceiro piloto da BAR, e Nick Heidfeld, Jordan. Em Interlagos, a notícia da permanência de Button na BAR quase que monopolizou as conversas, mas como os integrantes das equipes são proibidos de falar com a inprensa, ninguém se manifestou. Hoje todos os pilotos e principais dirigentes das equipes estarão no autódromo. Não houve quem não reclamasse do clima, hoje, em especial da baixa temperatura e do vento forte. "O tufão do Japão não nos atingiu lá mas nos pegará aqui", comentou um dos integrantes da Renault. A FIA distribuiu às escuderias um modelo de sistema de classificação, para ser adotado na próxima temporada, se todos concordarem. A sexta-feira ficaria como está, ou seja, duas sessões livres de uma hora de treinos livres. No sábado pela manhã, outras duas sessões livres, como hoje. Mas à tarde, na pré-classificação, os pilotos iriam para a pista na ordem inversa do resultado da última corrida e não direta como agora. Mais: teriam gasolina apenas para a volta lançada. No domingo, pela manhã, seria disputado o treino de classificação. Os pilotos iriam para a pista segundo a ordem inversa da pré-classificação. O tempo final do piloto seria a soma dos dois parciais, da pré e da classificação. Os representantes das equipes podem enviar seus votos por fax à FIA.

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