Pizzonia, herói e vilão na Bélgica

Quando acabou o GP da Itália, no último dia 4, Antonio Pizzonia foi um dos pilotos mais procurados, pela excelente performance. Largou em 16.º e chegou em 7.º, com a Williams. Logo em seguida à bandeirada, ontem, o amazonense conversou com boa parte da imprensa, da mesma forma. Mas porum motivo diferente da prova de Monza: envolveu-se num acidente com Juan Pablo Montoya, da McLaren, a 4 voltas da bandeirada, que custou ao time da Mercedes a liderança do Mundial de Construtores. O colombiano estava em segundo e Pizzonia, uma volta atrás, tentavase aproximar de Ralf Schumacher, da Toyota, para repetir o 7.º lugar do GP da Itália. Parara naquela volta para trocar os pneus de pistamolhada para seca e, no fim da reta, na curva Les Combes, colocou por dentro para ultrapassar Montoya, com pneus intermediários, e lutar com Ralf. "O Montoya freou tão antes que imaginei que ele me viu e estava facilitando a minha ultrapassagem. Eu era, com aqueles pneus, cerca de 5 segundos mais rápido por volta.", explicou Pizzonia. "Só que logo compreendi que ele não me havia visto. Freei forte, masnão tive como evitar o choque. Não o considero responsável pela batida, tampouco me sinto culpado." Os dois são amigos, trabalharam junto na Williams. O piloto da McLaren apenas revelou: "É duro sair da corrida por um erro dos outros." A FIA também viu assim e multou Pizzonia em US$ 8 mil. O amazonense teve um boa notícia, porém. Nick Heidfeld, a quemestava substituindo na Williams, sofreu uma queda de bicicleta e tevefissura do omoplata, o mesmo osso fraturado por Montoya numa partida de tênis. Não houve anúncio oficial, mas Pizzonia deve continuar como titular no GP Brasil. Rubens Barrichello, da Ferrari, foi o brasileiro mais bem colocadono GP do Bélgica, 5.º. Largou em 12.º. "Minha alegria durou 4 voltas. Apista começou a secar e meu ritmo era muito bom. Mas aí os pneusintermediários acabaram e tive de parar a fim de substituí-los."Rubinho não se apresentará para a prova de Interlagos com a mesmaexpectativa dos últimos anos, quando podia pensar em vencer. "Dequalquer forma o carinho da torcida, com o campeonato podendo acabar no Brasil, vai ser bom também. Se a Bridgestone acertar no pneu como na Hungria, de repente a gente luta pela vitória." Felipe Massa, da Sauber, realizava excelente trabalho, até a 32.ªvolta de um total de 44. Estava em 4.º. "O que posso dizer? Se tivessepermanecido com os pneus intermediários teria sido 3.º. Jenson Buttonestava muito atrás de mim", afirmou o futuro piloto da Ferrari. Como apista estava secando, arriscou instalar os pneus para pista seca. "Nasexta-feira esses pneus funcionaram bem, em condições semelhantes.Ontem, todos viram, o carro se tornou inguiável. Se tivesse dado certo,seríamos heróis. ?A decisão de arriscar foi sua, admitiu. Acabou em10.º.

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