Pizzonia, um dos grandes na Itália

"Vamos ver se as portas se abrem para mim depois desse GP. Se tiver a oportunidade de correr em Spa, domingo, tentarei fazer outro bom trabalho para relembrar as equipes que eu estou aqui ainda". A frase é de Antonio Pizzonia, ao lado de Kimi Raikkonen, da McLaren, o piloto mais combativo do GP da Itália. O amazonense de 24 anos, piloto de testes da Williams, substituiu sábado, à última hora, Nick Heidfeld e foi recebido, neste domingo, com palmas pela equipe ao regressar para os boxes, depois de conquistar 2 pontos com o 7.º lugar, mesmo tendo largado em 16.º."Olha, seu eu estivesse em forma, daria para fazer mais. Demorei umas 20 ou 30 voltas para retomar o ritmo normal de corrida, cometia erros com freqüência", disse. Ao fazer seu primeiro pit stop, apenas na 23.ª volta, duas a menos de Raikkonen, o último a entrar nos boxes, Pizzonia avançou bastante na classificação àquela altura.Apesar de citar seus erros, na realidade foram equívocos bem pequenos, já que sua corrida foi muito boa, a ponto de registrar na 21.ª passagem a 6.ª melhor volta do GP da Itália, com 1min22s870. O companheiro de Williams, o desafeto Mark Webber, envolveu-se num pequeno acidente ainda na primeira curva e teve de substituir o aerofólio dianteiro. Acabou em 14.º, mas sua melhor volta foi pior que a de Pizzonia, 1min22s935, a 7.ª, apesar de toda a experiência com o modelo FW27.Parece possível que o ótimo trabalho de Pizzonia mostre a Mario Theissen, diretor da BMW, a viabilidade de contratá-lo como titular. A Sauber se chamará BMW no ano que vem e não tem, por enquanto, nenhum piloto definido. "Trabalho fantástico", afirmou Sam Michael, diretor-técnico da Williams. "As coisas mudam rápido na Fórmula 1. As mesmas pessoas que te desprezavam uma hora e meia antes agora te aplaudem", disse Jayme Brito, empresário de Pizzonia, reconhecendo que o ótimo desempenho poderá mesmo ajudá-lo a conseguir uma vaga de titular.Felipe Massa, da Sauber, ficou a uma colocação de marcar pontos, em 9.º, depois de largar em 15.º. "Vendo o ritmo da concorrência é o máximo que dava para fazer com 20 carros chegando ao final da prova", afirmou. Já Rubens Barrichello, da Ferrari, acabou em 12.º. "Estava em 5.º, no começo, ao adotar uma estratégia agressiva", contou. Foi o 2.º a fazer o 1.º pit stop, na 14.ª volta. Michel Schumacher parou um volta antes. "Foi uma pena o furo no pneu traseiro esquerdo. Sem essa parada extra daria para terminar em 8.º, o máximo possível nesta corrida". A Ferrari continua com o drama dos pneus Bridgestone serem bem menos eficientes que os da Michelin, este ano.

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