Valéria Gonçalvez/Estadão - 14/10/2009
Valéria Gonçalvez/Estadão - 14/10/2009

Pneus da Fórmula 1 de 2013 serão desafiadores para todos os pilotos

Com as paredes mais moles, eles devem reduzir a capacidade de os carros gerarem pressão aerodinâmica

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 19h16

SÃO PAULO - A razão de o diretor de competições da Pirelli, Paul Hembery, viajar a São Paulo, nesta terça, foi para anunciar que nas próximas quatro temporadas a empresa italiana será a fornecedora de pneus da Stock Car, em substituição a Goodyear. Mas, claro, a Fórmula 1 não poderia ficar de fora das conversas. "Os pneus do ano que vem serão distintos dos usados este ano. Suas paredes dobrarão um pouco mais, o que terá importante influência no rendimento aerodinâmico", explicou com exclusividade ao Estado o inglês.

O projetista tido como referência na Fórmula 1, Adrian Newey, da Red Bull, reclamou com veemência, há dez dias, de o regulamento "engessar" os engenheiros. "Não há área onde podemos ser criativos", afirmou. Pois a informação de Hembery redimensiona o desafio dos responsáveis pelos modelos de 2013. "Não creio que o próximo campeonato recomeçará necessariamente como terminou o deste ano", disse Hembery.

Há chances de McLaren, Ferrari e Mercedes, por exemplo, produzirem carros tão eficientes quanto o da Red Bull, dominadora dos três últimos mundiais. "Penso que haverá quem vai explorar melhor essa característica dos nossos novos pneus. Tenho certeza de que a essa altura eles estão quebrando a cabeça sobre como desenhar por exemplo as suspensões", comenta Hembery.

Ao dobrarem mais, as paredes dos pneus assumem parte do trabalho das suspensões. Mesmo com ajustes muito rígidos, a altura do carro vai variar, reduzindo a geração de pressão aerodinâmica. "Vimos nos testes com esses novos pneus como os carros mudaram o comportamento, perderam carga aerodinâmica. Os projetistas estão, agora, tentando recuperá-la."

Outra mudança será a volta dos pneus de breve vida útil. "No começo da temporada, assistíamos a vários pit stops, enquanto nas etapas finais, um apenas. Em 2013, seremos mais agressivos, as corridas vão voltar a ter mais paradas, tornando-as menos previsíveis." Para o técnico inglês da Pirelli, sua empresa subestimou a capacidade de os projetistas desenvolverem o carro a ponto de estender significativamente a vida útil dos pneus.

UMA VAGA A MENOS

Os primeiros testes da Fórmula 1 em 2013 serão de 5 a 8 de fevereiro no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, quando várias equipes vão apresentar seus novos modelos. Depois de a Lotus anunciar segunda-feira a renovação do contrato do suíço Roman Grosjean, nesta terça a Marussia confirmou que o inglês Max Chilton, de 21 anos, quarto esta temporada na GP2, será o companheiro do alemão Timo Glock. Chilton disputava a vaga na Marussia com o brasileiro Luiz Razia, vice-campeão da GP2. Restam em aberto, agora, uma vaga na Force India e outra na Caterham. Razia e Bruno Senna concorrem às duas.

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