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Pneus foram decisivos no GP Brasil

Na quinta volta, Rubens Barrichello, Ferrari, era o líder, Kimi Raikkonen, McLaren, segundo, e Juan Pablo Montoya, Williams, terceiro. A chuva havia parado e o asfalto estava secando. Raikkonen e Montoya fizeram seu pit stop. Rubinho, não. Se ele instalasse pneus para pista seca, como Raikkonen e Montoya, perderia ainda mais tempo do que perdeu ao completar aquela volta a mais que eles, a sexta, com pneus intermediários. A Bridgestone foi um dos fatores principais de diferenciação da Ferrari em relação a seus adversários este ano, mas seus pneus perdem feio para os da Michelin na condição de hoje. Os pneus franceses para asfalto seco permitem a seus pilotos ir para a pista ainda úmida e serem bem mais velozes que os da Bridgestone. Da sétima à 26.ª volta, intervalo entre o primeiro e o seu segundo pit stop, Rubinho só foi mais veloz que Montoya e Raikkonen nas seis voltas finais antes da parada. Em todas as demais seus tempos foram piores que os do primeiro e segundo colocados em Interlagos. "Quando a equipe tira a manta elétrica desses pneus, sua temperatura cai logo, no contato com a pouca água na pista, e nosso desempenho cai bastante", explicou Felipe Massa, da Sauber, outra vítima da Bridgestone hoje. Ao retirar a manta, a temperatura é de 60 graus Celsius. Em condições normais, o atrito com o solo o eleva a 100 graus, a ideal para oferecer a máxima aderência. Só que no caso da Bridgestone, os pneus perdem calor no princípio e só depois permitem um ritmo melhor, mas não ainda como o Michelin. Rubinho passou de líder na 5.ª volta a cruzar a linha de chegada em terceiro, 24 segundos e 99 milésimos atrás de Juan Pablo Montoya, Williams, o vencedor, e a 23 segundos e 77 milésimos de Kimi Raikkonen, McLaren, segundo. A diferença entre o primeiro e o segundo ficou em 1 segundo e 22 milésimos. Essa vantagem de Montoya e Raikkonen para Rubinho foi construída, essencialmente, entre as voltas 7 e 20, quando ainda havia água na pista e os três tinham pneus para asfalto seco, só que o piloto da Williams e da McLaren, da marca Michelin. O clima e os pneus adiaram a realização do sonho de Rubinho vencer em casa.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2004 | 19h46

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