Nigel Roddis/EFE
Nigel Roddis/EFE

Pódio de Alonso e abandono de Vettel reabre o Mundial

Piloto da Red Bull continua na liderança com 132 pontos mesmo após a vitória de Rosberg

Livio Oricchio,

30 de junho de 2013 | 15h29

SILVERSTONE - A dez voltas da bandeirada em Silverstone, neste domingo, o campeonato mudou radicalmente de rumo. Sebastian Vettel, da Red Bull, liderava a corrida, na 42.ª volta, com uma vantagem de pouco mais de dois segundos para o segundo colocado, outro alemão, Nico Rosberg, da Mercedes, quando encostou o carro no início da reta dos boxes com o câmbio quebrado.

Se Vettel tivesse vencido, ficaria com 157 pontos (132 + 25). Fernando Alonso, terceiro colocado neste domingo, provavelmente terminaria em quarto, levando-o a 108 (96 + 12). A diferença entre ambos chegaria a 49 pontos, quase o equivalente a duas vitórias. É significativa.

O abandono de Vettel e o terceiro lugar de Alonso criou maior expectativa com relação à sequência do campeonato. O GP da Grã-Bretanha foi o oitavo do calendário. Há ainda pela frente mais 11 etapas, é muito. A próxima é já domingo, em Nurburgring, o GP da Alemanha.

Com a importante vitória de Nico Rosberg, da Mercedes, Vettel mantém-se na liderança do Mundial, com 132 pontos. Mas Alonso somou 15 da terceira colocação e chegou a 111. A diferença entre ambos é de 21 pontos. Situação bem distinta da que se estabeleceria no caso na quarta vitória de Vettel na temporada. Sendo 21 pontos, o vice-líder da classificação potencialmente pode reverter a liderança do campeonato em uma etapa apenas.

A simples possibilidade de outro piloto poder assumir o primeiro lugar do Mundial em um GP aumenta o interesse pelo evento. É importante que fique claro que Vettel e a Red Bull mantêm-se em primeiro em tudo porque são os mais eficientes. Ganham na pista, sem necessidade de auxílios políticos, como por vezes se assiste na Fórmula 1.

Outro aspecto importante do ponto de vista esportivo do resultado do GP da Grã-Bretanha é a confirmação de que a Mercedes tem, agora, não apenas o carro mais rápido nas sessões de classificação, como atestam as cinco pole positions este ano, mas também nas corridas. O companheiro de Rosberg, o excelente Lewis Hamilton, liderava em Silverstone quando o pneu traseiro esquerdo dechapou, como viria a ocorrer com outros quatro pilotos. Mas ainda assim acabou em quarto.

A dupla da Mercedes deve ser vista por Vettel como uma ameaça séria na luta pelo título. Provavelmente mais do que Alonso, pois a Ferrari, nesse instante, ficou para trás em relação a Red Bull e Mercedes. Hamilton soma 89 pontos, quarto colocado no campeonato, ou 43 a menos de Vettel. E Rosberg tem, agora, 82, e ocupa o sexto lugar. O mais importante é a perspectiva de que ambos devem disputar as vitórias com frequência daqui para a frente, o que corrobora para a definição do título se estender até as provas finais.

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