Marcelo Maragni/Divulgação
Marcelo Maragni/Divulgação

Por falta de verba, Chile deixará de receber o Rali Dacar em 2016

País tem direcionado recursos para reconstrução após inundações

Estadão Conteúdo

08 de abril de 2015 | 12h45

O Ministério do Esporte do Chile confirmou que o país desistiu de sediar parte do Rali Dacar em 2016. A decisão já era esperada por conta do alto valor exigido pela organização, quantia essa não disponível pelos chilenos, que concentram esforços para reparar os danos causados por uma catástrofe natural.

O governo decidiu não investir os cerca de US$ 7 milhões de dólares para que a prova passasse pelo território chileno. Isso porque o país tem direcionado boa parte de seus recursos para tarefas de reconstrução das inundações simultâneas ocorridas em março, que devastaram o norte do Chile e deixaram 18 mortos, além de dezenas de feridos e milhares de desabrigados.

De acordo com a estimativa do governo, cerca de US$ 1,5 bilhão terá que ser investido para reparar os estragos causados em três regiões do norte do país, as mais atingidas pelas chuvas. Copiapó, uma das principais cidades da região e por onde passou o rali no ano passado, foi uma das zonas mais afetadas pelas inundações.

A ministra do Esporte chileno, Natália Riffo, comentou que a determinação "se ajusta à realidade que vivem hoje nossos compatriotas do norte. Por consequência, nossa preocupação imediata como governo é levantar as cidades afetadas e encaminhar os recursos para as pessoas que mais necessitam".

Em 2015, o governo já havia tido dificuldades financeiras e pagou "somente" cerca de US$ 4 milhões para receber a prova. Isto após chegar a um acordo com a organização, que entendeu as prioridades do país, já que na época os chilenos também se recuperavam de um desastre natural: o terremoto ocorrido em Iquique em 2014.

A magnitude da catástrofe ocorrida no Atacama, no entanto, foi bem maior, o que impossibilitou a organização da prova no país. O Rali Dacar acontece na América do Sul desde 2009, após deixar a África por problemas de segurança. Em 2015, passou por Argentina, Chile e Bolívia. Após a desistência dos chilenos, a organização ainda não se manifestou sobre o traçado de 2016.

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