REUTERS / Olivia Harris
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Prefeitura de São Paulo confirma Fórmula E no sambódromo em 2023

Categoria terá pela primeira vez etapa no Brasil; Anhembi voltará a receber corridas após 10 anos do último GP da Fórmula Indy na cidade

Redação, Estadão Conteúdo

02 de maio de 2022 | 15h19

Após oito anos de idas e vindas, a Fórmula E enfim terá uma etapa no Brasil. Nesta segunda-feira, a Prefeitura de São Paulo confirmou o acerto com a categoria de carros elétricos para trazer uma corrida para a cidade a partir de 2023. As duas partes não revelaram o tempo de contrato.

A prova será disputada numa pista a ser montada no sambódromo paulistano, no Anhembi, e será realizada no fim de março, em data ainda não definida. Para a corrida ser oficializada, ainda é necessária a aprovação do calendário da F-E para 2023, o que acontecerá em reunião da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em junho.

O acerto entre as partes aconteceu neste fim de semana, em Mônaco, onde foi disputada uma das etapas da F-E deste ano. "A Fórmula E está totalmente alinhada com os nossos objetivos: atrair eventos que projetem a imagem de São Paulo, movimentem a economia e gerem empregos com o turismo de eventos e, ainda, promovam o desenvolvimento sustentável", disse o presidente da SPTuris, Gustavo Pires.

Não será a primeira vez que o Anhembi receberá uma prova de automobilismo. O local sediou a etapa de São Paulo da Fórmula Indy entre os anos de 2010 e 2013. Na ocasião, o traçado passava pela marginal Tietê, o que não deve acontecer desta vez. A organização deve anunciar o desenho da pista nas próximas semanas.

A negociação entre a cidade paulista e a organização da F-E virou uma novela nos últimos anos. Em 2017, a etapa chegou a ser confirmada para 2018, mas o evento foi suspenso por conta do processo de privatização do Anhembi. Inicialmente, a ideia era transferir a corrida para 2019, porém isso também não aconteceu.

Enquanto isso, surgiram outras cidades brasileiras interessadas em sediar a corrida, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. As negociações não avançaram enquanto outras cidades sul-americanas se alternavam no calendário, como Buenos Aires (Argentina), Punta del Este (Uruguai) e Santiago (Chile), sendo esta a última a receber uma prova, em 2020.

A ausência do Brasil no campeonato contrastava com a presença brasileira de peso no grid. Nelsinho Piquet foi o primeiro campeão da categoria, em 2015. Depois, Lucas di Grassi também levantou o troféu - ele chegou a participar da criação da competição, antes de se dedicar à categoria apenas como piloto.

"Seria um sonho ter essa corrida em São Paulo. Sempre quis correr no Brasil, sempre levantei a bandeira do Brasil na Fórmula E. Parabéns a todos os envolvidos", comemorou Di Grassi. Outros brasileiros como Felipe Massa e Felipe Nasr também passaram pelo campeonato. Atualmente, o grid tem Di Grassi e Sergio Sette Câmara.

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